DATA ESTELAR–S01E01

Este é o primeiro Data Estelar, uma série de posts que farei comentando meu trabalho no game Dallas & Vegas e tudo mais que estou fazendo enquanto isso. Particularmente eu faria isso num caderno só pra me organizar, mas acho que será interessante compartilhar isso com outras pessoas. Espero que isso de algum modo posso ser útil a você que está lendo.

PRINCÍPIO

Como estamos no primeiro, acho válido falar do inicio até chegar ao ponto atual. Eu comecei a trabalhar nesta versão do game de Dallas & Vegas no meio de Maio, mas a ideia da história apareceu em meados de 2014, mas ficou definida durante um madrugadão de 24h de produção de quadrinhos que fizemos no Dínamo Estúdio. O projeto ficou com 8 páginas e incompleto, mas me deu um norte interessante de caminho para seguir. Começou como algo simples, estilo retrô e com estética de jogo para o Game Boy, mas com o tempo foi ficando mais complexo (como a maioria das coisas que eu crio). Acabou se tornando um projeto ao qual eu poderia aplicar os estudos que tenho feito na faculdade, e uma demo para meu portfólio.

ATUALMENTE

Já tenho estruturada a mecânica principal do jogo e passei a desenvolver o GDD (Game Document Design) onde será detalhado todos os aspectos técnicos e artísticos do game, mas o foco no momento é a demo básica, focada na primeira fase e apenas com a personagem Vegas jogável. Ainda estou trabalhando na história, mas já estabeleci um conceito básico ao qual posso encaixar a partir do que está sendo estabelecido nesta primeira fase. Tenho estudado bastante do estilo retrô Sci-Fi, visto filmes e lido livros (no momento estou lendo Abandonados em Andrômeda, de Clark Ashton-Smith). Todas estas coisas estão me ajudando a pensar numa trama base, ao qual eu tenho feito muitas anotações e tenho pensando em terminar o quadrinho para firmar ainda mais tudo isso.

Print de tela do game Dallas & Vegas.

Mas afinal, como diabos é esse jogo? Com mecânica retrô estilo plataforma 2D aos moldes do Super Nintendo, você vai controlar um dos dois astronautas em missões intergalácticas variadas. Cada fase do game será sub-dividida em estágios interconectados, no estilo “Metroidvânia” onde você precisa pegar algum upgrade para ter acesso a outras áreas bloqueadas no mapa. A primeira versão do demo vai contar com um estágio e terá, um personagem jogável e um sub-chefe de nível. Neste momento a programação está em um nível avançado, tanto no controle do personagem, nos inimigos e outros fatores menores. Faltam o refinamento de alguns elementos gráficos, como certas áreas do cenários, animações dos inimigos e dos ataques de Vegas. Também preciso fazer a abertura com a premissa da história, tela inicial para começar o jogo e tela de “Game Over”.

Acho que já ficou bem grande pra um primeiro post, né? O objetivo é postar mais coisas conforme mais trabalhos sejam feitos. O que achou? Mande dúvidas e questionamentos para me ajudar a escrever aqui. Quero aproveitar para agradecer a você que tem apoiado este projeto, e dizer que assim que o demo estiver mais acabado eu colocarei aqui.

DISHONORED

No meu projeto Dragão Escarlate eu estou colocando o tema steampunk junto com o medieval-fantástico pois são dois temas que gosto muito. Se você não sabe o que significa steamPunk, basta ler o post que já fiz AQUI.  Porém estava navegando estes dias por sites nerds e encontrei vídeos sobre um jogo da Bethesda (empresa conhecida por seus jogos como Elder Scrool – Skyrin e Fallout) que aborda este tema de forma muito bacana – o jogo se chama Dishonored (Desonrado).

O jogo se passa em um futuro alternativo pós-apocalíptico, onde a praga ataca e o governo ditatorial governa com punho de ferro. O jogador incorpora um homem acusado de um crime que não cometeu, que na busca por limpar seu nome acaba tendo que enfrentar uma grande conspiração. O visual do jogo é belíssimo, remetendo a era vitoriana com as geringonças steampunks criativas. O protagonista usa de artefatos mecânicos e poderes sobrenaturais para realizar seus trabalhos, o que proporciona uma jogabilidade bem interessante.

Já comentei AQUI que cada vez mais os video-games estão com gráficos mais belos e fascinantes, e Dishonored é um bom exemplo disso. nas atuais plataformas, os produtores podem usar sua criatividade e conceber um mundo totalmente diferente do nosso, com suas próprias regras e leis e que seja interativo, fazendo você ter uma experiencia de tensão e imersão cada vez mais gratificante. Eu não sei se vou chegar a jogar este jogo, mas tudo que tem saído tem me sido útil na elaboração de meus roteiros e histórias – E só isso já está sendo excelente para mim.

O jogo será lançado em 9 de Outubro para PC, PS3 e Xbox 360.

ADAPTAÇÕES

Nos dias de hoje é normal vermos obras que ao fazerem sucesso migram para outros formatos, o mais comum é a conversão para cinema. Porém toda conversão de formato exige uma adaptação, e este é o tema que será abordado no post de hoje.

FORMATOS

A maioria das obras durante sua concepção é pensada para caber dentro do formato que lhe cabe, seja um livro, filme, seriado, quadrinho, animação ou mesmo roteiro de game. O autor da obra costuma dominar o formato que usou para fazer esta obra, e quando decidem fazer uma adaptação, ele precisa confiar seu trabalho nas mãos de outras pessoas que entendem melhor da mídia a qual seu projeto vai migrar. Em alguns casos o autor é sondado para opinar sobre cada etapa da produção, ficando como consultor do projeto, e outras vezes ele apenas vende os direitos e confia no talento das pessoas envolvidas. A visão que o autor tem de sua obra é diferente das visão que os produtores terão, pois eles vão vê-lá no formato novo, e o autor vai se basear no seu formato original.

Eu acredito que uma boa forma de saber se a adaptação de algo está indo por um bom caminho ou não é sondar os fãs, usa-los como termômetro de qualidade. Engraçado que muitas adaptações (principalmente as cinematográficas) parecem ignorar totalmente a opinião dos fãs sobre o projeto, mesmo quando eles lançam alguma foto ou prévia do projeto e são execrados por estarem fazendo merda. Isso acontece muitas vezes porque certos produtores querem fazer um filme para o grande público, e não para os fãs, mas ao fim acabam fazendo um filme tão ruim que faz o público em geral torcer o nariz até para a obra original.

QUADRINHOS E O CINEMA

O mundo dos quadrinhos é um dos que mais sofre com as adaptações cinematográficas (só perde para o mundo dos games, a qual já falei AQUI e AQUI). O mundo dos quadrinhos, principalmente o dos super-heróis, não tem como ser adaptado de maneira fiel para o cinema sem ficar ridículo, o que acaba culminando em uma adaptação muitas vezes radical – e é ai que reside o problema. Os elementos a serem modificados ficam a cargo muitas vezes de um diretor que quer colocar sua assinatura pessoal no personagem. Vamos pegar o Batman como exemplo:

Os dois primeiros filme do começo da década de 90 tiveram Tim Burton na direção, que conseguiu dar um tom mais sombrio ao personagem e acabou criando a “armadura” no uniforme, que viraria padrão para os outros filmes, só para fazer o ator Michael Keaton parecer mais forte. Depois disso os filmes caíram nas mãos de Joel Schumacher, que transformou o clima sombrio em carnavalesco e semi-homossexual (alguém falou “bat-mamílos”?). Após tanta cagada na franquia, a DC decidiu chamar Christopher Nolan para fazer um reboot na franquia, e ele conseguiu trazer fazer uma adaptação que respeita tanto os fãs quanto a própria mitologia do personagem.

Toda conversão necessita de adaptações, afinal nem sempre o que funciona em um formato consegue sucesso em outro. Uma solução são as obras que já nascem planejadas para possuírem vários formatos, muitas vezes os usando como uma forma de expansão do universo.O jeito é confiar (e torcer) para que as obras que gostamos e amamos caiam em mãos de produtores que respeitem o espirito delas, ou que não sejam adaptadas e permaneçam em seu formato.

*Para quem quiser ler mais sobre o assunto, tem um ótimo post no blog do meu amigo e colega de estúdio Rogério de Souza, veja AQUI.

VIDEOGAME ARTE, VIDEOGAME MULEQUE

Há muito tempo uma questão mais polêmica que mamilos vem rondando o certame do mundo nerd. De um lado estão aqueles que dizem que videogames são produtos de entretenimento e nada mais, e do outro estão os que defendem os jogos eletrônicos como um novo tipo de arte. Neste post coloco minha opinião quanto a esta questão, e convido você a questionar se videogame pode ou não ser considerado arte.

Os jogos de videogame foram melhorando e evoluindo de mãos dadas com a tecnologia. Nos primórdios do videogame a tecnologia não permitia gráficos e recursos muito elaborados, isso fazia com que o jogador tivesse que usar sua imaginação para enxergar naqueles poucos quadrados coloridos a imagem de uma pessoa, criatura ou veículo. Os criadores dos jogos tinham que se virar para compensar a falta de recursos com um bom grau de desafio, e os jogos prendiam as pessoas em horas de diversão. A cada geração de consoles, os recursos foram melhorando e as companhias investindo e inovando em conceitos e jogabilidade, chegando ao ponto da interação sem controle como no caso do Kinect do XBOX 360.

Os jogos de videogame deixaram de ser apenas uma forma de entretenimento, e passaram a contar histórias. No controle do personagem, você vai prosseguindo cada estágio e tendo uma trama revelada diante dos seus olhos, aumentando seu envolvimento com o jogo. Não são raros os jogos que possuem mais de um final, fazendo com que as escolhas do jogador alterem o andamento da aventura. Existem jogos que possuem tramas dignas de filmes de Holywood, como a série Metal Gear ou Splinter Cell e Parasite Eve. É irônico que muitos jogos consigam possuir uma trama digna de cinema, mas o cinema quase nunca consegue adaptar uma trama de jogo para o seu formato com sucesso (Já falei no blog sobre adaptações de games para o cinema AQUI e AQUI). Muitos jogos possuem vídeos inseridos durante seus estágios para contar a história, e alguns até usam histórias em quadrinhos como prequel de sua trama principal.

O processo de elaboração de um jogo exige muitos desenhos para a concepção dos personagens, itens, cenários e tudo mais que irá aparecer na tela. Apesar de muitas vezes os jogadores nem repararem em coisas como esta, os desenhos de concept art dos jogos são verdadeiras obras de arte. Uma boa trilha sonora também é essencial para fazer o jogador imergir no mundo do jogo. Antigamente ela não passava de barulhinhos ordenados, mas com o tempo se tornaram composições clássicas e conhecidas por todos (eu já coloquei como toque de celular o tema do Super Mario Bros., e várias pessoas reconheceram de imediato), ou mesmo lindos temas que valem até ser ouvidos quando não se esta jogando (eu particularmente sou fã das trilhas sonoras de Final Fantasy, Castlevania, Guilty Gear e Dragon Age). Me trás uma sensação nostálgica ouvir os meus temas favoritos de game em formato “.mid”, som característico dos consoles de 8 e 16 bits.

Eu acredito que o propósito da arte seja provocar, instigar, emocionar, fazer pensar e agregar algo as pessoas. Nem todos os games conseguem tocar profundamente seus jogadores – Mas se você parar para pensar, nem todos os quadros, filmes, livros e músicas também não conseguem. A discussão deste tema é longa e provavelmente não será aqui que ela encontrará seu fim, mas quero levar você que curte jogar seu console a pensar nesta questão, analisando, sentindo e explorando seus jogos favoritos. Experimente e deguste seus jogos o máximo que puder, depois venha aqui e poste nos comentários sua opinião sobre o assunto.

*Abertura de Final Fantasy XIII – Escolhi este jogo pelo design e gráficos sempre inovadores na série, e pela música que nunca é menos que fantástica.

Mais sobre o assunto em uma matéria da Galileu clicando AQUI.

DESAFIO DOS 16 JOGOS!

O jogo GRID 16 consiste em um desafio interessante e simples: Será que você consegue dar conta de 16 jogos ao mesmo tempo?

Aqui tem uma série de mini-jogos que exigem raciocínio rápido, atenção e velocidade nos dedos. Usando apenas as setas do teclado você deve permanecer ativo o maior tempo possível, dando conta da velocidade que vai aumentando o desafio.  Ao final um gráfico avalia seu desempenho.

Topa o desafio? clique AQUI e boa sorte.

Este foi meu desempenho, consegue fazer melhor?

Fonte: site DaFlax.com

SUPER MARIO BROS.

Neste dia 13 de Setembro um dos personagens mais queridos dos games completou 25 anos. Mario, o encanador italiano mais versátil já visto (que outro encanador você conhece que é médico, bombeiro, piloto de corrida, educador, esportista olímpico, cozinheiro, etc…) fez a festa mostrando que ainda tem muito pra render nos games da nova geração. Em época de novos consoles cada vez mais modernos, este italiano que rendeu muita diversão nos games (e até alguns desastres fora deles como um filme traumatizante) esta no Guinness com o título de game de maior sucesso de todos os tempos.

No ano de 1980, a Nintendo pediu para o japonês Shigeru Miyamoto criar um jogo pra arcades, ele teve a idéia que originou Donkey Kong. Neste jogo em que o macaco título joga barris em um homem sem nome, apelidado de “Jumpman”, que possuí o objetivo de salvar uma mulher refém do símio malvado. Este intrépido homem saltador ganhou um nome e um jogo próprio no ano de 1985 – nascia Super Mario Bros.


Uma influência direta no universo de Mario é Alice no País das Maravilhas, exemplo são os cogumelos mágicos que quando ele come aumenta de tamanho. A própria trama base do jogo segue esta linha, pois Mario e seu irmão Luigi eram encanadores que foram parar em um mundo cheio de cogumelos falantes, tartarugas hostis, plantas carnívoras gigantes e outros perigos malucos. Eles devem atravessar reinos e castelos para salvar a Princesa Peach das garras do terrível dragão Bowser.

Com o passar do tempo, Mario foi se tornando um dos personagens mais rentáveis dos games, título disputado diretamente com o ouriço veloz Sonic da Sega (que hoje faz participação nos jogos de seu ex-adversário). A fama de Mario chegou a tal ponto que durante uma época ele ficou mais conhecido do que Mickey Mouse. Todo gamemaníaco, incluindo os que não gostam da Nintendo conhecem o Mario, e muitas das pessoas que não se ligam em games, quando questionadas sobre o assunto, acabam lembrando deste encanador de italiano. Hoje em dia você possui jogos com o italiano bigodudo de todos os tipos, dês de puzzles e modalidades esportivas diversas até jogos de RPG e luta, por isso é um personagem tão querido e popular. Os jogos do Mario são sempre divertidos e de certo ponto inovadores, sendo desafiadores e ao mesmo tempo acessíveis para jogadores novatos. Com habilidade de crescer comendo cogumelos, saltar na cabeça dos inimigos, quebrar tijolos para arrecadar dinheiro (que por sinal ele deve gastar em analgésicos para dores de cabeça), vôo através de penas, folhas que se transformam em “cosplays” e diversas outras coisas, bolas de fogo e gelo e a famosa estrelinha que o deixa invulnerável enquanto toca uma música característica.

Já teve muita coisa do Mario fora dos consoles, como uma animação que chegou a passar no Brasil na década de 90 que possuía até encenações com atores reais representando os irmãos de vermelho e verde. Este programa chegou a receber visita de muitos famosos. Ouve um filme que figura o hall das adaptações desastrosas de games para o cinema. O filme “Super Mario brothers” saiu em 1993, e não falarei mais dele, pois lágrimas me vêm aos olhos só de lembrar.

Será lançado no Japão no dia 21 de outubro para WII, um box-sonho-do-Ródjer edição limitada de 25 anos do Mario contendo os 4 primeiros jogos lançados para NES: Super Mario Bros., Super Mario Bros. – Lost Levels, Super Mario Bros. 2 e Super Mario Bros. 3. Junto também vem um cd com músicas diversas das trilhas do Mário, um DVD com a história do personagem e um livro de ilustrações da concepção de Mario inéditas até hoje.

Enfim, poucos personagens conseguiram transitar por todas as fazes dos games, saindo dos pixels até o mundo 3D. Eu cresci jogando Mario, e quando pequeno até tentei fazer uma história em quadrinhos do personagem, por isso tenho um carinho especial por ele. Deixo aqui meus parabéns a este carismático encanador e desejando que ele ainda traga mais diversão nas próximas fases que virão.

JOGO JUSTO

Que atire a primeira pedra o jogador de vídeo-game que nunca comprou um cd/cartucho pirata de jogo. No Brasil o custo de artigos de games chega a ser ridículo de tão alto, devido a alta  taxa de impostos. Com a intenção de reduzir isso, existe o projeto JOGO JUSTO.

O Jogo Justo é um projeto que visa reduzir os impostos dos games importados, assim combatendo a pirataria de maneira direta. A intenção é reduzir de 80% para 15% o imposto sobre estes artigos no país, e também incentivar o crescente mercado de games no Brasil. O projeto é idealização de Moacyr Alves Jr., formado em administração e bacharel em contabilidade.

Muitas empresas do mercado de games como a Konami entraram nesta campanha, e várias lojas também aderiram a ela dando descontos em produtos de games. Segundo Cláudio Costa de Macedo, sócio da distribuidora NC Games, são quatro os impostos que incidem sobre o software importado. A ideia é diminuir o II de 16% a 5%, o IPI de 15% para 0% (por dois ou três anos, no intuito de desenvolver o mercado nacional), o PIS/COFINS (Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) de 9,25% para 6,65%, e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 18% para 7%. Com esta medida é esperado que alguns jogos caiam até metade de seu valor.

Existe também o projeto IMPOSTO JUSTO PARA VIDEO GAMES, que esta montando um abaixo-assinado para aprovar o projeto de lei 300/07, de Carlitos Merrs, do PT/SC. A lei estende aos games alguns benefícios que são dados a artigos de informática. Neste caso vale apenas para discos e cartuchos produzidos no Brasil. Esta é uma campanha da editora Tambor, que edita as revistas Nintendo World e EGM, e segundo ele já são mais de 50 mil assinaturas (a minha entre elas) até o momento – o que ainda é um número abaixo do esperado.

Estamos em época de eleição, é o momento de cobrarmos e fazermos algo por nossos direitos. Para ajudar, você pode divulgar e responder a pesquisa de perfil de usuários de games do site do Jogo Justo, além de assinar o abaixo assinado para aprovação da lei. Vamos apoiar estas iniciativas e tornar este jogo justo.

Link para os sites do Jogo Justo e Imposto Justo para Video Games.

ADAPTAÇÕES DE GAMES PARA CINEMA – PARTE 2

E as mídias insistem em mesclar-se entre si.

Rumores pela internet dizem que o diretor Uwe Boll junto com Jéssica Simpson estão interessados em fazer uma adaptação de METROID para as telonas. O diretor Uwe Boll é famoso pelas desastrosas adaptações de jogos para o cinema. Pode ter certeza que boa parte da má fama de adaptações cinematográficas para o cinema levam a assinatura dele, entre elas: BLOODRAYNE, ALONE IN THE DARK e FARCRY. Jéssica Simpson é uma loira de belas curvas e também cantora, pode ser vista no filme OS GATÕES – UMA NOVA BALADA. Parece que ao conhecer a trama do jogo, ela achou um tanto…Confusa, e quer colocar mais “amor e aventura”… AMOR? AMOR? O único amor aceitável é do Super Metroid pela protagonista Samus Aran, a qual ele vê como mãe.

A Nintendo já foi sondada pela Universal e pela Disney para uma versão live-action de Metroid na época do BOOM  de METROID PRIME, mas disse que só aceitaria se os produtores do jogo pudessem fazer vista grossa encima da produção, para que ficasse algo digno aos fãs. Se a Nintendo esta com a mente assim agora é porque deve ter aprendido com o fiasco de SUPER MARIO BROS. pro cinema na década de 90, e sendo assim estaríamos a salvo deste desastre do tamanho do planeta Zebes.

Um franquia que já foi mexida e remexida no cinema várias vezes foi MORTAL KOMBAT. Durante a década de 90 foi um jogo inovador colocando pessoas reais em meio a golpes ultra-violentos, foi um dos grandes jogos de luta ao lado de STREET FIGHTER e The King of Fighter, mas com o passar dos anos, a franquias só foi decaindo em qualidade, chegando a falir após o famigerado MORTAL KOMBAT VS DC UNIVERSE. Eu ainda acho que o primeiro filme feito para cinema baseado no jogo ainda se salva, tem boas lutas e não chega a ser um fiasco, só o primeiro. Do segundo em diante já não prestou. Mas a de uns dias para cá vem sido veiculado na internet um pequeno vídeo chamado MORTAL KOMBAT REBIRTH. Este vídeo mostra uma versão de Mortal Kombat num universo mais realista, sem o misticismo e tal.

Segundo a produção do vídeo, ele foi feito para que a Warner (detentora dos direitos da franquia MK) se interesse e invista numa produção grande. Se depender da reação dos fãs, tenho certeza que este filme será produzido. Esta é uma tática que eu acho perfeita para adaptações de franquias, pois ela leva em conta o que os fãs acharam da coisa antes dela ficar pronta, assim podendo fazer algo mais fiel a expectativa da maioria. Lógico que tem os trolls que vão dizer que tá ruim, isso e aquilo, mas nem sempre da pra agradar a todos né?

STREET FIGHTER: LEGACY

Algum tempo atrás eu fiz um post sobre adaptações conversão de mídias, como adaptações de games para o cinema e de como esta experiência geralmente só decepciona os fãs. Então hoje eu me deparo com um curta-metragem chamado STREET FIGHTER: LAGACY… que é muito bom!

Este vídeo foi dirigido por Joey Ansah (que já atuou em um dos filmes da saga JASON BOURNE). Apesar de ser apenas um curta-metragem, o vídeo consegue exatamente aquilo que um fã de Street Fighter quer ver. Os personagens estão extremamente fiéis ao jogo (até a sobrancelha de taturana), a coreografia de luta foi muito bem elaborada e os efeitos especiais estão bons para um curta.

Fãs da série da CAPCOM estão fazendo campanha para que alguém invista e quem sabe façam um filme de Street decente, pois estes 3 minutos e pouquinho foram melhores que os dois filmes feitos de Street Fighter juntos. Creio que o problema é sempre encontrar um roteiro, mas existem vários animes excelentes de SF no japão que conseguem agregar porradaria com uma trama que respeita os personagens do jogo e suas histórias. Ou seja, dá pra fazer dá…

Imagina se a moda pega? Apesar de tudo que tem hoje no You Tube, se você procurar encontra vídeos de qualidade. Seria bacana ver outros jogos adaptados desta maneira… (eu mesmo se tivesse recursos faria alguma coisa).

Não sei o que a CAPCOM vai fazer agora, mas se os fãs continuarem clamando, alguma coisa vai sair disso tudo…