RETROSPECTIVA 2017

Fim de ano sempre é o momento de fazer aquela boa e velha análise de tudo que passou, fazer o relatório de danos e contagem dos tesouros conquistados. Há dois anos não voltava a este blog, mas aconteceram tantas coisas que eu precisei tirar as teias de aranha e ferrugem dos dedos para escrever aqui novamente.

“VOCÊ TEM UM BLOG?”

Caso você esteja caindo aqui pela primeira vez, seja bem-vindo, fique a vontade! Este é um blog antigo ao qual eu costumava fazer posts diversos sobre os mais variados assuntos. Se quiser pode navegar pelo material antigo, mas não me responsabilizo por opiniões antigas, erros de ortografia, imagens bugadas ou qualquer outra coisa que afete sua navegabilidade. Estou pensando em dar uma reformulada e voltar a usar este local para deixar um pouco de pensamentos, ideias, jabás e qualquer outra coisa que dê na minha telha, o que você acha? Aceito conselhos e opiniões.

2017

Um ano pesado mas com muitas conquistas, acho que é a melhor definição deste ano que está acabando. Teve o lançamento do segundo capítulo da Offline (agora colorida), fiz muitas viagens onde trabalhei e conheci muita gente interessante e especial, deixando um pouco de mim por lá e trazendo um pouco delas comigo. Tive o prazer de participar de diversos eventos como o Shin Anime Festival, Feira do Livro de Canoas, Gibifest, Comic Con RSPapo Dinâmico. Agora na finaleira do ano sofri uma tentativa de assalto ao qual fiquei com edema cerebral, mas já estou me recuperando.

SPECIAL THANKS

Estou acabando 2017 com a cabeça mais dura, mais esperto, mais profissional, com mais sede de produção, com mais planos e tatuado, e todas estas coisas vieram graças a muita gente. Quero agradecer a todos que colaboraram de maneira direta ou indireta para este ano ser tudo que foi, para todos que acreditam no meu trabalho, que desejaram forças na minha recuperação, enfim, se está aqui lendo isso provavelmente este agradecimento é pra você, receba um abraço forte e apertado – caso não for este o caso pode recebê-lo de maneira colateral pois hoje estou generoso. 🙂

Este foi um post curto só pra não deixar as coisas passarem em branco. 2018 está começando e cabe a você fazer dele um ano bom ou ruim daqui a doze meses, cabe a você decidir como lidar com os acontecimentos que vierem, cabe a você e a mais ninguém – bora fazer deste um ano phoda?

COSPLAY NO DIVÃ

Há muito tempo, os animes e mangás saíram do pequeno Japão e se espalharam pelo mundo todo. Com eles, várias outras coisas migraram juntas na bagagem, umas delas é a atividade de COSPLAY: Do inglês Costume Player, é quando uma pessoa se caracteriza para ficar igual ao personagem a qual ela é fã. Mas durante minhas experiências em eventos de anime, reparei que algumas pessoas não conseguem ser muito felizes nesta onda…

Nos mangás e animes, os personagens costumam usar adereços estranhos, cabelos coloridos, ou ter um porte peculiar… Mas tem fã que ignora tudo isso. Não tem problema se o fã é magro feito a fome e seu personagem é um dos maiores lutadores do mundo; Não tem problema se seu o fã só tem papelão ou E.V.A. para reproduzir a armadura de metal de seu personagem; Não tem problema se o fã só tem isopor para fazer as armas gigantes do personagem; e de uns tempos pra cá, nem o sexo é barreira. Se o personagem é homem e o fã é mulher, faz igual, e vice-versa.

Pompas! Se quiser fazer um cosplay, tenha dignidade (e o mínimo de bom senso) para fazer um cosplay que você esteja habito tanto fisicamente quanto monetariamente. Eu só considero como cosplay aquele que é bem feito, que realmente lembra o personagem e que o fã se puxa até para representá-lo, os que não se enquadram neste gênero são os COSPOBRES e os COSFREAKS.

Fazer cosplay não é uma coisa barata (a não ser que você pegue algum personagem que use roupas cotidianas – o que é raro e às vezes sem graça), é necessário investimento para fazer roupas, acessórios, maquiagens e afins, na intenção de tornar real aquele personagem que só vive nas páginas e na tela da TV. Quando alguém não tem um tostão furado, um corinho de rato no bolso, e o que sobra é muita vontade e pouca vergonha na cara, temos um cospobre. O cospobre ignora materiais, pra ele tudo pode ser usado para sua caracterização (as campanhas de reciclagem são pro-cospobres), eles conhecem fazem do E.V.A. seu BOM BRIL, extraindo 1.001 utilidades. Muitas vezes as roupas se quer lembram o personagem, então ele se vale da representação e das cores características do mesmo.

Quando você não tem recursos, vergonha na cara e tem muita vontade, você é um cospobre, mas quando você tem recursos e vontade, não tem vergonha na cara e nem noção, você vira um COSFREAK. Aqueles que se enquadram nesta categoria ignoram qualquer barreira para fazer sua fantasia. Muitas vezes investem horrores na confecção de uma roupa ou armadura… Mas eles em si não parecem em NADA com o personagem, muitas vezes nem sendo se quer do sexo do mesmo (Atire a primeira pedra quem nunca viu um gordo de Sailor Moon). Meu amigo, se você quer fazer um cosplay de personagem de Chaves e você é gordo, faça o Sr. Barriga ou o Nhônho, não o Kiko, Chaves (ou Chiquinha), e se quiser fazer o Sr. Madruga, desista… Não é preconceito com os gordos, mas caramba, se seu personagem tem o corpo em dia, ou você se esforça pra ficar igual ou então procura um personagem gordo, têm tantos por ai. Isso também serve para aqueles que querem fazer personagens marombados, meu amigo, tente ao menos ganhar uma definição muscular ai nas suas bisnaguinhas Seven Boys que você chama de bíceps, ou faça um personagem Shojo (neste gênero homens e mulheres tem a mesma massa muscular, só muda a altura e roupa). No caso de pessoas negras como eu, é complicado achar nas histórias japonesas personagens de nossa cor, normalmente eles têm o cabelo muito bizarro. A solução é investir então em personagens que possuem cores bizarras mesmo, como o Piccolo, Noturno, Blanka, ou mesmo os Super-Sentais e Mechas, que cobrem o corpo todo.

Ainda tem pessoas que gostam tanto de seus cosplays, que não vêem problema algum em sair na rua usando eles, mesmo que estejam com perucas multicoloridas, mantos cobrindo o corpo, faixas, asas ou vestidos, este é o caso das pessoas que seguem a moda do “Chique Cosplay”. Existem tantos personagens com roupas bacanas que se você retirar os acessórios se torna uma roupa bacana pra uso cotidiano… Mas pra isso é necessário TIRAR os acessórios.

Antes que eu seja atacado por uma horda de cosplayers que venham até a sessão de comentários com tochas e foices nas mãos, quero dizer que eu acho muito bacana um cosplay bem feito. Tenho amigos que conseguem fazer caracterizações realmente impressionantes. Mas para aqueles a qual o chapéu serviu, eu só tenho a lamentar… Lamentar por quem tem que bater os olhos em vocês.

PS. Se você precisa de um manual de sobrevivência em eventos de anime, veja a revista DEBILOID’S, O EVENTO!!! do meu amigo e colega de estúdio Rogério de Souza, imperdível. 😉