CURTINDO A VIDA ADOIDADO EM CAMADAS

A vida passa muito depressa. Se não paramos para curti-la de vez em quando, ela passa e você nem vê!

Estes dias estava re-vendo a clássica comédia adolescente Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s day off), relembrando os bons tempos da Sessão da Tarde, e comecei a analisar mais a fundo o filme. Olhando com mais atenção reparei em várias coisas interessantes, e decidi fazer um post analisando mais a fundo este grande filme.

COMO PODEM ESPERAR QUE EU VÁ PARA A ESCOLA NUM DIA COMO ESTE?”

Para quem não conhece (que vergonha) o filme dirigido por John Hughes, mestres dos adolescentes, mostra o jovem Ferris Bueller (Matthew Broderick) em seu plano de matar aula, curtindo um épico dia de folga com seu melhor amigo e sua namorada, fugindo do diretor da escola e de sua irmã dedo-duro. O filme usa de recursos interessantes como o rompimento da quarta parede, fazendo Ferris falar com o telespectador. A maioria das pessoas acha que a moral do filme é simplesmente aproveitar a vida e ser malandro, mas ao meu ver vai um pouco mais além.

Ferris curte a vida e transgride regras, mas se você prestar atenção, em nenhum momento ele causa um grande prejuízo ou fere alguém de alguma forma direta, resumindo seus atos em “travessuras inocentes” como matar aula, mentir, jantar de graça ou fingir estar doente para os pais. Por mais “malandro” e esperto que Ferris seja, ele não é um “porraloka” inconsequente, rebelde sem causa ou mal-carácter. O fato dele ter uma certa ética ajuda no carisma do personagem, pois o livra de julgamentos e condenações, afinal são coisas inocentes e leves. Ferris consegue ser popular e amado por todos sem ser rico ou esportista, mas sim confiante, determinado e atrevido.

A EVOLUÇÃO DE CAMERON

Outro fator interessante, é que apesar de Ferris ser o protagonista, o seu amigo Cameron Frye (Alan Ruck) é o que mais evoluí no decorrer da película. No começo do filme ele aparece como um jovem infeliz, hipocondríaco, impopular, filho de um pai rico a qual ele tem sérios problemas de relacionamento, mas no decorrer do mesmo ele vai passando por situações que o transformam, e o fazem confiante o suficiente para encarar seu pai após ter destruído a Ferrari do mesmo (que segundo ele tinha mais amor e consideração para seu progenitor que sua própria mãe). Várias vezes Ferris reforça o quanto se preocupa com Cameron, e que o levou para este dia agitado para ele aproveitar mais a vida, muitas vezes aparentando que este dia foi meticulosamente arquitetado por Ferris para que o amigo lembre pelo resto da vida (ainda mais que eles estão no fim de seu tempo escolar). Pode-se até dizer que arquétipo de Cameron é o “herói” do filme, relutante no começo mas que evolui em sua jornada (pois Ferris é um personagem pronto e imutável do começo ao fim da trama).

Enfim, existem N outros fatores que fazem este filme ser uma obra-prima de seu gênero, e pode ser visto ainda hoje pois não envelheceu nada, em um simples post não tem como abordar toda sua importância e grandiosidade. Das muitas cenas marcantes do filme, deixarei aqui embaixo a clássica cena da parada onde Ferris canta Twist and Shout dos Bealtes. Da próxima vez que ligar na Sessão da Tarde e se deparar com Ferris e suas estripulias (não é tão difícil), tente ver o filme com novos olhos e depois venha comentar aqui o que achou.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s