3D OU NÃO 3D, EIS A QUESTÃO

Eu sempre que tenho oportunidade vou ao cinema, pois existem filmes que são muito mais divertidos e interessantes quando assistidos neste formato, mas de uns tempos para cá o 3D tem invadido todas as salas de projeções, prometendo uma experiência nova e mais interessante… Mas será que esta experiência é tudo isso mesmo?

HISTÓRIA DO 3D

1922 surgiu o primeiro filme em 3D, “The Power of Love”, mas a tecnologia teve seu BOOM na década de 50, quando os televisores invadiram as casas nos EUA e as pessoas esvaziavam as salas de cinema. A tecnologia Naturalvision, usava imagens anáglifas que passavam a ter um efeito estereoscópico (tridimensional) ao se usar os famosos óculos de cartolina, com lentes de plástico azul e vermelha. O efeito tridimensional surgia pois o cérebro unia a imagem de cor vermelha sobreposta a de cor azul. A tecnologia voltou em meados dos anos 2000 pela empresa Real D, quando as produtoras cinematográficas precisavam derrotar um novo inimigo: A internet. Os primeiros filmes eram documentários sobre espaço, esportes e afins, mas aos poucos começaram a surgir blockbusters que investiam na tecnologia, que prometia trazer mais imersão as pessoas.

MAS QUE 3D MARAVILHOSO! – NOT!

O efeito 3D é raramente usado de forma decente nos filmes, que em sua grande parte apenas fazem cenas que “jogam” algo na sua cara a cada cinco minutos, ou cenas iniciais com um efeito 3D incrível e o resto do filme com efeito medíocre. O efeito 3D aumenta consideravelmente o valor do ingresso, podendo chegar ao dobro do valor normal, o que me faz crer que alguns filmes colocam este efeito de qualquer jeito apenas para ter uma maior arrecadação na bilheteria. Filmes que foram filmados de forma convencional e depois adaptados para o 3D costumam ficar péssimos, ao contrário de animações digitais, que costuma se sair melhor no uso do efeito. Eu ainda não vi nenhum filme 3D com a tecnologia IMAX (a primeira sala de Porto Alegre está para abrir em breve), mas dizem que a sensação de imersão é muito maior (e o preço também).

3D É MODA PASSAGEIRA?

Com o advento das televisões 3D e pesquisas em formatos 3D que dispensam o uso de óculos (que alias, é um saco para quem JÁ USA óculos como eu), parece que a onda do 3D não vai acabar tão cedo. De 2010 para cá eu vi vários filmes em 3D no cinema, que em grande parte das vezes apenas foram filmes com o ingresso mais caro e um incomodo no rosto. Apenas duas películas me proporcionaram uma experiência interessante – Avatar e A Invenção de Hugo Cabret. Quando possível eu procuro ver os filmes de forma tradicional (apesar que algumas salas trazem filmes 3D apenas neste formato).

Acho válido o 3D pois ele atrai mais pessoas para as salas do cinema, e é uma das tentativas de manter “a magia” no ar, mas na minha opinião a sétima arte não precisa de recursos como este para sustentar sua magia. As inovações deixaram o som mais envolvente, as cores mais vivas e as telas maiores, mas esta “imersão” que o 3D promete ainda não aconteceu. Ainda vou dar chance a mais alguns 3Ds na esperança de encontrar algo que me surpreenda, mas confesso que não tenho muitas esperanças.

FONTES: No Mundo do Cinema

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s