COMO USAR MASCOTES NA SUA HISTÓRIA?

Há alguns dias eu assisti o filme As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne nos cinemas. O filme é sensacional (e acho uma injustiça não ter concorrido ao Oscar de melhor animação), mas uma das coisas que mais achei interessante foi o uso do cachorrinho do Tintin (Milu) como personagem inteligente, não como apenas um acessório do protagonista. Resolvi fazer este post para falarmos de mascotes e seu uso em uma história.

PIKA-PIKACHUUUUUUU!

Muitas vezes o mascote é usado como elemento cômico numa trama, servindo para piadinhas ocasionais ou apenas para ser fofo, atrair a atenção de garotas. Também usam mascotes para atingir o público infantil, os transformando em brinquedos de todos os tipos. A maioria dos mascotes é um cão, mas também se usa macacos, cavalos, gatos, golfinhos e até seres fantásticos (como dragões e até robôs, como o R2-D2 de Star Wars). Em animes é comum mascotes coloridos e com poderes mágicos (como o Mokona de As Guerreiras Mágicas de Reyearth , a gatinha Luna de Sailor Moon ou mesmo Pikachu em Pokémon). Muitos destes mascotes podem até mesmo se transformar em pessoas ou criaturas mais fortes (como em Digimon).

MASCOTES EM HISTÓRIAS SÉRIAS

É possível existir um mascote em histórias mais sérias? Claro que sim! Em muitos filmes é comum usarem o mascote como complemento de um personagem, e até mesmo os separando para causar um drama (Um exemplo é quando o Will Smith precisa matar a cadela e companheira dele em Eu sou a Lenda). Quantos filmes você já não viu na Sessão da Tarde de um cão que fica perdido na mudança e tem que ir atrás do dono? Mascotes são usados também para criar um elo com o passado do personagem, mostrando que eles são companheiros há muito tempo, ou revelando um lado mais sensível em personagens durões.

ELABORANDO SEU MASCOTE

Você deve idealizar o mascote como qualquer outro personagem da história, elaborando uma personalidade, comportamento, manias e gostos. Na maioria dos casos os mascotes possuem uma inteligência e esperteza acima da média para sua espécie, compreendendo o que seus companheiros dizem e muitas vezes respondendo com gestos (ou fala, em histórias mais fantásticas ou infantis). O mascote pode até mesmo assumir um dos arquétipos de personalidade que ajudam na jornada do herói (já falei destes arquétipo no blog AQUI). É importante que o mascote tenha um forte laço com algum personagem (seja protagonista, coadjuvante ou vilão), pois este é um elo muito interessante para se explorar no decorrer da história, mas acima de tudo o mascote deve ter carisma (mesmo em histórias sérias).

Pretendo abordar este tema mais pra frente, por hoje é isso. Lembre-se que quando bem usado o mascote pode ser um elemento bem interessante na sua trama. Veja se sua história tem lugar para um e experimente, além de enriquecer e variar a gama de personagens de sua história, você vera mascotes sempre fazem sucesso.

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