O PÚBLICO COMO ALIADO

As coisas que fazem sucesso são as que conseguem ser originais e fazer com que o público se identifique com elas, mas muitas vezes é difícil saber exatamente o que seu público quer. Já que não podemos ler a mente dos outros, será que tem como conseguimos sondar o que o público quer para avaliarmos se estamos indo pelo caminho certo?

D&D 5ª EDIÇÃO

Em 2008 a empresa Wizard of the Coast lançou a 4ª versão de Dungeons & Dragons, o mais famoso RPG de mesa do mundo. Para abocanhar os jogadores de MMORPGs, eles acabaram deixando as regras mais mecânicas, o que facilitou a vida dos novos jogadores, mas fez muitos jogadores veteranos torcerem o nariz. Os RPGs de mesa tem sofrido uma queda considerável de vendas, acredito que por ter se afastado da sua premissa – ser um jogo simples onde amigos criam uma história em conjunto. No dia 9 de Janeiro agora, foi anunciado oficialmente a 5ª edição,e para não errar dessa vez, eles pretendem construí-lá junto com os fãs, colhendo feedbacks e opiniões.

ANALIZANDO O MERCADO

Sendo o RPG um jogo colaborativo, é fácil imaginar que uma iniciativa dessas dê certo, mas será que podemos usar esta premissa para outras coisas como os quadrinhos por exemplo? Eu não sei como funciona o mercado, mas acredito que eles usem como parâmetros as coisas que fazem sucesso com o público alvo e tentam dar uma aplicabilidade disso para suas obras, mas não acho que isso seja uma forma inteligente. Nem toda fórmula quando repetida surte o mesmo efeito, e as vezes acaba sendo apenas mais do mesmo, ou muitas vezes se torna uma colcha de retalhos com pedaços que até podem ser interessantes, mas não possuem sentido algum juntos. Talves um contato direto com o público possa render informações mais diretas e precisas, podendo fazer o artista ponderar se precisa ou não mudar algo em seu trabalho. Hoje em dia com a internet e as redes sociais é possível estabelecer contato direto com o público e saber como anda a aceitação do que você faz. Estou fazendo o reboot da minha revista Dragão Escarlate, e através da opinião dos leitores tenho enchergado muitas coisas que deixei passar na primeira versão e que pretendo corrigir nesta nova.

Não digo que deve-se basear toda a obra nas opiniões dos outros, afinal ela é sua é deve expressar aquilo que você quer mostrar, mas acho que ouvindo o que os outros tem a dizer, filtrando os comentários idiotas e deixando só aqueles que realmente tem a acrescentar, pode-se conseguir um enriquecimento de idéias.

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