É MELHOR NÃO PENSAR MUITO NISSO

Nem tudo que vemos no mundo são criações geniais (alias, a grande maioria não é) e devido a isso acabamos nos deparando com obras sem eira nem beira, que fogem da realidade ou não possuem bases sólidas. Mas será que vale a pena ficar tão “Caxias” com tudo?

O maior exemplo disso são aqueles filmes que se você parar uns dois segundos para analisar o roteiro, vai notar um furo enorme, ou aquelas cenas em que na física praticamente não existe. Eu tento ter boa vontade enquanto assisto a um filme, deixar a mente aberta e me entreter com a obra pelo seu conjunto, descartando ocasionais furos, porém algumas vezes fica impossível deixar passar e você acaba pegando um asco pela tal película. Eu usando como exemplo filmes, mas isto se aplica a qualquer tipo de arte, desde livros, quadrinhos, teatro e por ai vai. Mas existe diferença entre furos por incompetência do artista e obras que fogem do real por serem fantasiosas.

Nem tudo deve ser coerente quanto a realidade, pois se tudo fosse extremamente realista seria terrível. Existe a chamada “licença poética” que é uma espécie de permissão concedida para o artista poder ter liberdade criativa. Um bom exemplo são filmes que se enquadram no sub-gênero ficção-científica como STAR WARS, onde existe som no espaço durante as batalhas de nave. Como roteirista e escritor nas horas vagas eu posso dizer, é muito difícil ser criativo quando se está preso as amarras da realidade, e acredito que a arte existe justamente para ser o agradável doce para tirar da nossa garganta o gosto amargo da realidade que temos que encarar no dia-a-dia. Eu gosto de fantasiar e escrever loucuras, e quem quiser ver realidade, vai olhar a janela da sua casa. É necessário se conhecer a realidade para poder distorce-la. Já ouvi muitas pessoas falarem que o pintor Picasso não sabia desenhar por fazer aqueles quadros com a figura humana distorcida, mas não sabem que ele já fez muitas coisas realistas, e fez aquilo encima do conceito que ele já conhecia.

“A mente é como um para-quedas, só funciona quando se abre”. As obras podem ser fantásticas, sem pé nem cabeça ou totalmente surreais mas ainda assim possuírem coerência enquanto arte, enquanto obras calcadas no real podem possuir tremendos furos e serem terríveis. Acredito que toda obra merece o benefício da dúvida e alguns minutos para ver se presta ou não (salvo exceções de coisas que são tão lixosas que não merecem nem um milésimo de atenção). Não descarte um obra inteira por ocasionais furos, as vezes em meio as enormes crateras você  pode encontrar algo bem interessante.

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