FRODO E EU

Quando pequeno eu assistia aqueles filmes da sessão da tarde em que um garotinho ganhava um cachorrinho, os dois armavam mil e uma confusões que deixavam a mamãe e o papai de cabelo em pé, se metendo em uma encrenca pra cachorro. Então a alguns dias eu tive contato com um pequeno cãozinho e pude entender um pouco do que se passa entre um homem e um cão.

Tudo aconteceu na quinta-feira, 11 de Agosto, eu estava em casa tranquilamente quando minha irmã chegou da rua com um filhote de cachorro a qual não conseguimos identificar a raça (sou péssimo nisso). Ela disse que encontrou ele choramingando perto do asfalto, e temendo que ele pudesse ser atropelado resolveu traze-lo para casa. Confesso que torci meu nariz na hora, afinal nós temos dois gatos aqui em casa (a Dina e o Léo, a qual já falei AQUI), e ambos já nos dão despesas suficientes. Decidimos que assim que possível levaríamos o cãozinho para um lugar de adoção. A rotina na casa ficou incrivelmente bagunçada com a presença do animalzinho, pois ele fazia suas necessidades pela casa toda indiscriminadamente, cravava seus minúsculos dentinhos em tudo que encontrava pela frente, e tinha um apetite imenso por brincadeiras. Durante a madrugada ele não dormia e não nos deixava dormir, fazendo com que eu e minha irmã tivéssemos que revezar quem ficaria sem dormir para fazer sala ao pequeno hóspede. Não precisou de muito para notarmos que nossa rotina combinava muito mais com animais sossegados como gatos do que com a agitação de um canino.

Precisávamos de um nome para a bolinha de pelo, e após minha irmã dizer diversos nomes que eram muito clichês para cachorrinhos, eu falar os nomes mais nerds possíveis (imagina que legal um cachorrinho que pra chamar você grita HADOUKEN?), acabamos por entrar em um comum acordo de que ele se chamaria Frodo (afinal era pequeno como um Hobbit). Começamos aos poucos a apreciar o lado bom de ter um cachorro, como o companheirismo e alegria que ele nos transmite através de seus carinhos, do olhar ligeiro, pidão e compreensivo, os pequenos saltos e trotes na hora de passear (pois é, você não pode passear com gatos…), a atenção que ele chama fazendo com que todas as pessoas sorrirem. Além disso, ele era muito mulherengo, pois quando saiamos na rua, ele queria seguir todo rabo de saia que aparecia (Até pensei em mudar seu nome para James Bond).

Não teve jeito, me afeiçoei ao pequeno Frodo de maneira avassaladora, e passei a desejar que o período de estadia dele durasse um pouco mais. Como minha irmã ficava muito fora de casa, ele acabou se apegando bastante a mim, sempre correndo querendo colo e fazendo festa. Através de um pouco de esforço, consegui ensinar a ele o truque de sentar. Na segunda-feira a minha irmã levaria ele para uma petshop onde ele ficaria exposto para adoção, e caso não fosse levado, ela o traria de volta no fim do dia para leva-lo no dia seguinte. Acordei bem cedo e busquei a companhia dele, tirando várias fotos e fazendo vídeos. Até os gatos já estavam começando a se acostumar com a presença dele (eles gostavam das lambidas mas não das mordidas). Minha irmã o levou e quando voltou, disse que os donos da petshop disseram que era raro levarem um animalzinho tão bem cuidado e já de coleira, e por isso ele ganhou um novo lar rapidamente. Ficamos com um aperto no coração, mas sabíamos que ele estava indo para um lugar melhor, onde estaria com pessoas que pudessem ficar com ele.

Foram menos de cinco dias, mas eu estreitei laços com aquele pequeno bichinho. Aprendi as diferenças entre ter um cachorro e um gato em casa, as vantagens e desvantagens de cada tipo de mascote (já tive peixe e canarinhos também, só pra constar). Quem sabe um dia, em um outro cenário, eu pegue um outro cachorrinho como pet, mas acredito que nenhum poderá substituir o pequeno Frodo (espero que toda vez que os novos donos dele verem O Senhor dos Anéis ele se lembre de mim ao ouvir o nome do pequeno Hobbit).

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3 Respostas para “FRODO E EU

  1. q lindinho ro ;como vc conseguiu deixar partir;te contei caxorrinho sempre espertinho o toby me arruma cada uma kkkkkkkkkkkk;saudades bjos

  2. Cachorros são sempre dificeis de lidar, pois fazem muita bagunça sem falar do barulho. Mas quando nos apegamos a esses pulguentos fica dificíl não amolecer o coração…

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