SEXUALIDADE E OUTRAS COISAS

Hoje vou falar de um tema um tanto quanto polêmico, por isso TIREM AS CRIANÇAS DA SALA! Ainda no século 21, a sexualidade é um tabu, um tema de difícil abordagem pois a sociedade ainda vê como algo feio, sujo, pecaminoso e do “coisa ruim”. Será mesmo que o sexo e o erotismo são coisas tão devastadoras, ou foi a sociedade que os deixou com esta aparência?

Seja através da religiosidade ou de outros tabus culturais, a sexualidade passou a ser vista como algo errado, o que a meu ver foi um tiro pela culatra. É sabido que quanto mais você tenta prender algo incontrolável, pior vai ser quando ele explodir. A sexualidade é algo natural do ser humano, faz parte da nossa vida e deveria ser vista sem toda esta carga pesada que a sociedade impõe. Se as pessoas tratassem o sexo e seus derivados de maneira digna desde cedo, não teríamos tantos casos de adolescentes grávidas, estupros e outras coisas terríveis. Os japoneses, tão recatados e disciplinados, acabam extravasando nos mangás hentais as suas fantasias, muitas vezes criando algumas coisas que chegam a ser bizarras (desde monstros com tentáculos fálicos, até mulheres com pênis que parecem um braço segurando uma maçã). Existem muitas doenças venéreas que se alastram pelo descaso de seus portadores, pela promiscuidade e por pensarem que nunca acontecerá com eles. Atualmente existem muitas formas seguras de se proteger de doenças horríveis ou mesmo de imprevistos como uma gravidez indesejada. Camisinhas estão ai pra isto, e se feito de forma segura, o sexo se torna algo bom, saudável e prazeroso.

Eu particularmente vejo de maneira distinta a pornografia e o erotismo. O primeiro é algo mais vulgar, apelando para as mais diversas formas de coisas nuas e cruas (literalmente), enquanto o segundo possui um certo fascínio e beleza próprios, e muitas vezes ganha força através de simples sutilizas, como um detalhe de renda, lábios entreabertos ou mesmo um simples olhar. O erotismo brinca muito mais com a fantasia, o fetiche, enquanto o pornográfico se pauta mais na parte bruta da coisa. Existem revistas de mulheres nuas que transitam entre os dois mundos, normalmente quanto mais barata, mais pornográfica ela é. Quando você pensa em uma revista de mulher nua, acredito que a Playboy seja a primeira a vir na sua mente, e apesar disso ela é uma revista que se esforça em manter o tom erótico sem cair na vulgaridade. Eu particularmente sempre fui mais fã da revista VIP do que da Playboy, pois acho muito mais provocante uma foto de lingerie sensual que instiga a imaginação do que uma de nu completo e ponto (não que eu não goste do nu completo, apenas prefiro algo mais instigante).

Dizem que os homens pensam mais em sexo do que as mulheres, porém acredito que ambos pensam em igual intensidade, mas como viemos de uma cultura machista onde a mulher durante muitos anos não tinha o direito a ter prazer, os homens tem mais facilidade de falar e expor seus desejos. Atualmente as mulheres vem se descobrindo cada vez mais, no entanto dês de antigamente elas são mestras em usar a sexualidade como arma e ferramenta para manipular nós, “pobres homens de cabeça oca” – Eu não sou machista, mas agradeço a todas as técnicas de sedução que as mulheres inventaram. Alias, estas técnicas de sedução passaram a ser usadas por outras áreas, como por exemplo os filmes, programas humorísticos e de auditório, propagandas e novelas que não poupam na apelação de mulheres curvilíneas para atrair a audiência. Quem nunca ficou constrangido na infância quando estava na sala com os pais e de repente surgia na tela uma cena mais picante? Em meio aquele silêncio constrangedor a TV subitamente acabava mudando pro canal mais próximo, seja ele qual for. Ao invés de conscientização, estamos passando por um processo de banalização da sexualidade, transmitindo para as crianças uma imagem errada da coisa. Isso se reflete em jovens cantando letras de funk pesadas e adolescentes cada vez mais novas postando intimidades em redes sociais sem noção das consequências.

Devemos nos livrar de dogmas e conceitos antigos que não nos deixam ver a sexualidade como a coisa natural que ela é. Não estou dizendo para sairmos espalhando nossas intimidades aos quatro cantos, afinal como diria o mestre Nelson Rodrigues, “Se cada pessoa soubesse o que a outra faz entre quatro paredes, ninguém mais se cumprimentaria”. O que proponho é um novo olhar sob o assunto, uma nova abordagem para quando ele entrar em pauta, sem os alardes e alegorias características. Você não precisa se sentir culpado ou sujo por ter prazer com a sua intimidade e sexualidade (dependendo da sua religião você deve, mas daí já é outra história). Como diria a Martha Suplicy, “Relaxa e goza”.

Anúncios

2 Respostas para “SEXUALIDADE E OUTRAS COISAS

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s