SAGAS: O EXTERMINADOR DO FUTURO (PARTE 2/2)

Segunda parte do post sobre a luta entre a humanidade e a Skynet. Neste post vamos abranger o mais recente filme e tudo mais que saiu de Terminator fora do cinema (para ver a primeira parte, clique AQUI).

EXTERMINADOR DO FUTURO – A SALVAÇÃO

Após a surpresa (nem tão agradável) que foi o terceiro filme da série onde culminava com a cena do Dia do Julgamento, só havia um rumo para se seguir – O futuro. Deste modo foi anunciada uma nova trilogia para a franquia, porém desta vez seriam filmes após o início da guerra, mostrando a luta de John Connor e a Resistência contra as máquinas.

Apesar do diretor ser McG (o cara fez AS PANTERAS!!!) e os roteiristas serem os da bomba A MULHER-GATO, nomes como o de Christian Bale na produção (que estava em alta após Dark Knight) davam credibilidade ao filme – que ao meu ver ficou… bom.

Eu já fiz uma resenha AQUI sobre este filme na época de seu lançamento, mas farei uma analise mais profunda desta vez (pós ter olhado mais vezes). O filme mostra John Connor (Christian Bale) no ano de 2018 indo atrás de Kyle Reese (que viria a ser seu futuro pai no passado) e tendo que lidar com um misterioso homem que não tem memória. O fato de terem centrado o filme mais em Marcus Wright (Sam Worthington) do que no John Connor deixou a desejar, sem contar que o elenco do filme foi mal aproveitado pra burro, com personagens estereotipados e superficiais. As situações no filme se dão de maneira meio forçada, como o fato de Marcus conseguir a confiança de várias pessoas até mesmo após saberem que ele é uma máquina (dá-lhe carisma!). As cenas de ação são encher os olhos (o take do helicóptero no início é de cair o queixo), porém não possuem um elo de conexão decente entre si.

É triste ver como as máquinas são burras. Nenhum, NENHUM modelo de Terminator sabe matar um humano, pois ao invés de estourar o crânio ou dividir em dois, eles ficam arremessando as pessoas para lá e para cá (assim fica fácil ser da Resistência). O plano “genial” da Skynet era usar uma máquina com parte humana pra atrair Connor até a base da Skynet, mas ela conta para Marcus todo o plano após ele cumprir seu papel ao invés de descartá-lo – Claro que ele abraça seu lado humano e corre para salvar Connor.

A cada cinco minutos existe uma referencia aos filmes anteriores (o que até fica bacana) como as frases “Venha comigo se quiser viver”, “Eu voltarei”, Winchesters sendo engatilhadas com um braço, e por ai vai. O filme é divertido, mas vamos torcer que nos próximos dois que vierem eles consigam um roteiro mais coerente para entrelaçar as cenas de ação.

SÉRIE

No ano de 2008, a FOX lança Terminator – The Sarah Connor Chronicles. A premissa era continuar após o fim do segundo filme e mostrar o desenvolvimento de John Connor… Mas não acertaram muito a mão. Sarah e John Connor lutam para impedir o nascimento da Skynet junto com alguns aliados e Cameron, UMA ROBÔ ADOLESCENTE… Sim, uma robô adolescente que foi enviada para se passar por irmã de John e protegê-lo. Eles fogem de um agente que fica atrás de Sarah por achar que ela esta louca e tentam impedir que uma T-1001, infiltrada numa empresa de tecnologia, crie a CyberDyne (empresa que viria a criar a Skynet). A série era tão ruim que foi cancelada após duas temporadas.

QUADRINHOS

O bacana dos quadrinhos é que possibilita expandir muito mais o universo criado nos filmes sem que se tenha gastos exorbitantes de grana com a produção (infelizmente isso possibilita a chance de se fazer merda também…). Em 1988 a Now Comics produziu dezessete edições de uma revista baseada no filme, e depois duas mini-séries, sendo uma delas Terminator: Burning Earth, que foi o primeiro trabalho profissional de Alex Ross. A editora Dark Horse produziu muitas mini-séries de quadrinhos sobre a saga dos cabeças cromadas, entre elas diversos crossovers como Superman Vs. Exterminador, Robocop Vs. Exterminador do Futuro (escrita por Frank Miller) e a suruba Alien Vs. Predador Vs. Exterminador do Futuro.

Outros quadrinhos como Cybernetic Dawn e Nuclear Twilight (a primeira antes e a segunda depois do Julgamento Final) pela Malibu, três mini-séries lançadas pela Beckett Comics para promover o terceiro filme, Terminator: Infinity que saiu pela Dynamite Enter tainment (que também usou as máquinas em um crossover com uma personagem da editora chamada Pain Killer) e a IDW que lançou Terminator: Sand in the Gear, um prologo do quarto filme (que mostra uma cena do RJ devastado após o Julgamento Final).

GAMES

The Terminator, o jogo saiu em 1990 para DOS, em 1992 para NES e Game Gear, em 1993 para SNES e em 2003 para Celulares. O segundo filme deu origem ao jogo para Arcade, Game Boy, Game Gear, SNES, Pinball e até um jogo de xadrez para PC.

Terminator 3: War of the Machines saiu para PC, Terminator 3: Rise of the Machines saiu para PS2, XBOX, GBA e Pinball, e Terminator 3: Redemption saiu para PC, Game Cube, PS2 e XBOX. O último filme gerou um grande jogo em 2009 para Arcade, XBOX 360, PS3 e PC.

Terminator 2: The Arcade Game

Surgiram vários jogos não baseados diretamente nos filmes como Terminator 2029, Terminator: Rampage, Terminator: Future Shock, Terminator: Skynet, Terminator: Dawn of Fate , Terminator Revenge para PC e Terminator: I’m Back para celulares. Baseado no crossover dos quadrinhos, Robocop Vs. Terminator saiu para PC, Game Gear, Master System, SNES, Genesis, Game Boy, e em 2005 para PCs Robocop 2D: Robocop Vs. Terminator.

MÁQUINAS DE MATAR

No universo do filme, foram apresentados vários modelos de Exterminadores:

  • T-800/850/Modelo 101: Este é o mais famoso, cuja aparência com carne é a do Arnold Schwarzenegger. No primeiro filme, o robô enviado é o modelo 101, no segundo um t-800 padrão que havia sido capturado pela resistência e reprogramado e no terceiro filme o T-850 que apresentava novas funções  de evolução e aprendizagem (um detalhe que se nota é que quanto maior o número, mais velho parece o T-800…). Alias, foi este T-850 capturado e enviado para o passado que matou John Connor no futuro.
  • T-1: Seu nome completo é “T-1 Battlefield Robot”. Ele é um robô com rodas dentadas, armas no lugar de braços, e aparência pouco humanoide. Foi criado antes do Julgamento Final e era a mais avançada arma militar do exército dos EUA, criado pela CyberDyne.
  • T-70

    T-70, T-1000000: Estes dois robôs aparecem apenas na atração do parque temático da Univeral Studios na Flórida (Terminator 2 3-D). O primeiro é uma versão mais rústica de uma máquina humanoide, enquanto o último é uma aranha feita de metal líquido que serve de proteção para o CPU central da Skynet – A única forma de destruí-lo é destruindo o núcleo da Skynet.

  • T-600: Um robô humanoide de quase 3 metros de altura muitas vezes revestidos com pele sintética (que ao meu ver não serve de nada, afinal ele tem quase 3 metros e não engana ninguém!). Ele aparece tanto no seriado quanto no filme Terminator: Salvation.
  • T-888: Aparece no seriado, é mais avançado que o modelo do Schwaza, porém a sua função mais curiosa é que fica funcional mesmo com a cabeça longe do corpo. Isto é visto no seriado quando os protagonistas viajam no tempo e acabam levando a cabeça de um T-888 cujo o corpo que fica no passado, acéfalo,  se levanta e vai atrás da cabeça!
  • T-1000

    T-1000/1001: Este robô feito de metal líquido é até hoje o melhor vilão da franquia e um dos mais temidos do cinema. Através de suas habilidades de moldar seu corpo, ele pode assumir qualquer forma ou aparência, e transformar seus membros em lâminas letais. Robert Patrick conseguiu atuar de uma maneira fria como o papel pedia. T-1001 é a versão para o seriado que foi interpretada pela cantora Shirley Mason. Está robô protagoniza uma cena em que ela assume a forma de um mictório numa empresa que é de amargar.

  • T-X: A “Terminatrix”, construída para exterminar exterminadores, vilã do terceiro filme e… um fiasco. Ela possui endoesqueleto mecânico revestido de metal líquido, além de várias armas ocultas em seus braços e a capacidade de analisar DNAs com a língua(?). Os nano-robôs que compõem seu metal líquido podem entrar em mecanismos, permitindo que ela os controle a distância. Nem mesmo a atuação de Kristanna Loken conseguiu salvar a T-X.

Ao fim, Exterminador do Futuro foi uma franquia que soube usar do conceito homem versus máquina de maneira excelente. Acredito que ainda veremos mais coisas pela frente, e do jeito que anda o Google, quem sabe logo ele não muda o nome para Skynet e declara guerra aos humanos? 2012 está logo ai…

Fontes:

http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=19155

http://en.wikipedia.org/wiki/Terminator_%28franchise%29

http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-164-terminator-nerdcast-day/

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Uma resposta para “SAGAS: O EXTERMINADOR DO FUTURO (PARTE 2/2)

  1. Legal.
    Sobre o quarto filme:
    Até achei bom, mas deixou muita coisa a desejar, como a introdução de Marcus na trama e incoerencias em geral.

    A série poderia ser boa até, mas cheguei a conclusão de como o john Connor é um sem vergonha…
    No primeiro ele manda um cara bem afeiçoado pra faturar a mãe (e assim poder nascer!), essa cantada de “Voltei ao passado por sua causa” é bem coisa desse pessoal do futuro sacana!
    No segundo, envia um T-800 que é praticamente um “action figure” em tamanho natural e que funciona de verdade, programado para obedecer um guri de uns dez anos (que criança no mundo não gostaria de ter seu próprio exterminador?!).
    E na série, com John Connor na adolescência com os hormonios a flor da pele o que ele me manda? Uma terminatrix na forma de uma adolescente gatinha!!

    O jogo do Exterminador 2, no arcade era um jogo impossível de virar a menos que o sujeito tivesse muuuuuuitas fichas!

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