Tenho pesquisado formas de deixar meus roteiros interessantes, recursos que possam dar mais sabor a mistura, e uma das coisas que tenho analisado é como usar frases marcantes pode ser uma ferramenta interessante.
O PODER DAS PALAVRAS
Seja em um livro, filme ou mesmo na vida real, certas frases se tornam memoráveis e inesquecíveis. Existem frases que chegam a se tornar mais fortes do que os personagens que as pronunciam, apesar que nada melhor do que uma boa frase para definir a personalidade de um personagem na trama. Sejam ditados locais de uma terra em que o personagem veio, uma frase sabia dita pelo seu mentor ou mesmo um comentário espontâneo sobre uma dada situação, certas frases servem como uma forma de expandir o universo de seu mundo, agregando um background para aqueles que participam da trama. Existem alguns animes como Dragon Ball Z e Cavaleiro dos Zodiaco que possuem algumas frases estilo “valentão” bem interessantes. Existem também as “conversas marcantes”, como as vistas em filmes do Tarantino por exemplo.
FERRAMENTA DE NARRATIVA
Acredito que uma boa frase marcante serve como um ótimo recurso de narrativa, pontuando algum momento, adicionando uma tensão necessária ou mesmo quebrando o clima. Porém não se deve abusar deste recurso o tempo todo, pois personagens que APENAS falem frases épicas e marcantes acabam ficando ridículos, e as frases acabam não surtindo o efeito desejado. Para causar impacto, deve se usar nos momentos corretos.
Comece a reparar mais nas frases ditas em livros, filmes e etc, e tente usar este recurso em seus projetos para agregar valor a obra. Para finalizar separei aqui algumas das frases mais clássicas do cinema:
“Luke, eu sou seu pai” – Darth Vader em Star Wars – O Império Contra-Ataca;
“Só pode haver um!” – Serie Highlander;
“I’ll be Back!” – Terminator;
“Everybody Lies” – House m.d;
“Que a Força esteja com você” – Jedis na série Star Wars;
“Ao infinito, e além!” – Buzz Lightyear em Toy Story;
“Why so serious?” – Coringa em Batman – O Cavaleiro das Trevas;
Segunda parte do post sobre a luta entre a humanidade e a Skynet. Neste post vamos abranger o mais recente filme e tudo mais que saiu de Terminator fora do cinema (para ver a primeira parte, clique AQUI).
EXTERMINADOR DO FUTURO – A SALVAÇÃO
Após a surpresa (nem tão agradável) que foi o terceiro filme da série onde culminava com a cena do Dia do Julgamento, só havia um rumo para se seguir – O futuro. Deste modo foi anunciada uma nova trilogia para a franquia, porém desta vez seriam filmes após o início da guerra, mostrando a luta de John Connor e a Resistência contra as máquinas.
Apesar do diretor ser McG (o cara fez AS PANTERAS!!!) e os roteiristas serem os da bomba A MULHER-GATO, nomes como o de Christian Bale na produção (que estava em alta após Dark Knight) davam credibilidade ao filme – que ao meu ver ficou… bom.
Eu já fiz uma resenha AQUI sobre este filme na época de seu lançamento, mas farei uma analise mais profunda desta vez (pós ter olhado mais vezes). O filme mostra John Connor (Christian Bale) no ano de 2018 indo atrás de Kyle Reese (que viria a ser seu futuro pai no passado) e tendo que lidar com um misterioso homem que não tem memória. O fato de terem centrado o filme mais em Marcus Wright (Sam Worthington) do que no John Connor deixou a desejar, sem contar que o elenco do filme foi mal aproveitado pra burro, com personagens estereotipados e superficiais. As situações no filme se dão de maneira meio forçada, como o fato de Marcus conseguir a confiança de várias pessoas até mesmo após saberem que ele é uma máquina (dá-lhe carisma!). As cenas de ação são encher os olhos (o take do helicóptero no início é de cair o queixo), porém não possuem um elo de conexão decente entre si.
É triste ver como as máquinas são burras. Nenhum, NENHUM modelo de Terminator sabe matar um humano, pois ao invés de estourar o crânio ou dividir em dois, eles ficam arremessando as pessoas para lá e para cá (assim fica fácil ser da Resistência). O plano “genial” da Skynet era usar uma máquina com parte humana pra atrair Connor até a base da Skynet, mas ela conta para Marcus todo o plano após ele cumprir seu papel ao invés de descartá-lo – Claro que ele abraça seu lado humano e corre para salvar Connor.
A cada cinco minutos existe uma referencia aos filmes anteriores (o que até fica bacana) como as frases “Venha comigo se quiser viver”, “Eu voltarei”, Winchesters sendo engatilhadas com um braço, e por ai vai. O filme é divertido, mas vamos torcer que nos próximos dois que vierem eles consigam um roteiro mais coerente para entrelaçar as cenas de ação.
SÉRIE
No ano de 2008, a FOX lança Terminator – The Sarah Connor Chronicles. A premissa era continuar após o fim do segundo filme e mostrar o desenvolvimento de John Connor… Mas não acertaram muito a mão. Sarah e John Connor lutam para impedir o nascimento da Skynet junto com alguns aliados e Cameron, UMA ROBÔ ADOLESCENTE… Sim, uma robô adolescente que foi enviada para se passar por irmã de John e protegê-lo. Eles fogem de um agente que fica atrás de Sarah por achar que ela esta louca e tentam impedir que uma T-1001, infiltrada numa empresa de tecnologia, crie a CyberDyne (empresa que viria a criar a Skynet). A série era tão ruim que foi cancelada após duas temporadas.
QUADRINHOS
O bacana dos quadrinhos é que possibilita expandir muito mais o universo criado nos filmes sem que se tenha gastos exorbitantes de grana com a produção (infelizmente isso possibilita a chance de se fazer merda também…). Em 1988 a Now Comics produziu dezessete edições de uma revista baseada no filme, e depois duas mini-séries, sendo uma delas Terminator: Burning Earth, que foi o primeiro trabalho profissional de Alex Ross. A editora Dark Horse produziu muitas mini-séries de quadrinhos sobre a saga dos cabeças cromadas, entre elas diversos crossovers como Superman Vs. Exterminador, Robocop Vs. Exterminador do Futuro (escrita por Frank Miller) e a suruba Alien Vs. Predador Vs. Exterminador do Futuro.
Outros quadrinhos como Cybernetic Dawn e Nuclear Twilight (a primeira antes e a segunda depois do Julgamento Final) pela Malibu, três mini-séries lançadas pela Beckett Comics para promover o terceiro filme, Terminator: Infinity que saiu pela Dynamite Entertainment (que também usou as máquinas em um crossover com uma personagem da editora chamada Pain Killer) e a IDW que lançou Terminator: Sand in the Gear, um prologo do quarto filme (que mostra uma cena do RJ devastado após o Julgamento Final).
GAMES
The Terminator, o jogo saiu em 1990 para DOS, em 1992 para NES e Game Gear, em 1993 para SNES e em 2003 para Celulares. O segundo filme deu origem ao jogo para Arcade, Game Boy, Game Gear, SNES, Pinball e até um jogo de xadrez para PC.
Terminator 3: War of the Machines saiu para PC, Terminator 3: Rise of the Machines saiu para PS2, XBOX, GBA e Pinball, e Terminator 3: Redemption saiu para PC, Game Cube, PS2 e XBOX. O último filme gerou um grande jogo em 2009 para Arcade, XBOX 360, PS3 e PC.
Terminator 2: The Arcade Game
Surgiram vários jogos não baseados diretamente nos filmes como Terminator 2029, Terminator: Rampage, Terminator: Future Shock, Terminator: Skynet, Terminator: Dawn of Fate, Terminator Revenge para PC e Terminator: I’m Back para celulares. Baseado no crossover dos quadrinhos, Robocop Vs. Terminator saiu para PC, Game Gear, Master System, SNES, Genesis, Game Boy, e em 2005 para PCs Robocop 2D: Robocop Vs. Terminator.
MÁQUINAS DE MATAR
No universo do filme, foram apresentados vários modelos de Exterminadores:
T-800/850/Modelo 101: Este é o mais famoso, cuja aparência com carne é a do Arnold Schwarzenegger. No primeiro filme, o robô enviado é o modelo 101, no segundo um t-800 padrão que havia sido capturado pela resistência e reprogramado e no terceiro filme o T-850 que apresentava novas funções de evolução e aprendizagem (um detalhe que se nota é que quanto maior o número, mais velho parece o T-800…). Alias, foi este T-850 capturado e enviado para o passado que matou John Connor no futuro.
T-1: Seu nome completo é “T-1 Battlefield Robot”. Ele é um robô com rodas dentadas, armas no lugar de braços, e aparência pouco humanoide. Foi criado antes do Julgamento Final e era a mais avançada arma militar do exército dos EUA, criado pela CyberDyne.
T-70
T-70, T-1000000: Estes dois robôs aparecem apenas na atração do parque temático da Univeral Studios na Flórida (Terminator 2 3-D). O primeiro é uma versão mais rústica de uma máquina humanoide, enquanto o último é uma aranha feita de metal líquido que serve de proteção para o CPU central da Skynet – A única forma de destruí-lo é destruindo o núcleo da Skynet.
T-600: Um robô humanoide de quase 3 metros de altura muitas vezes revestidos com pele sintética (que ao meu ver não serve de nada, afinal ele tem quase 3 metros e não engana ninguém!). Ele aparece tanto no seriado quanto no filme Terminator: Salvation.
T-888: Aparece no seriado, é mais avançado que o modelo do Schwaza, porém a sua função mais curiosa é que fica funcional mesmo com a cabeça longe do corpo. Isto é visto no seriado quando os protagonistas viajam no tempo e acabam levando a cabeça de um T-888 cujo o corpo que fica no passado, acéfalo, se levanta e vai atrás da cabeça!
T-1000
T-1000/1001: Este robô feito de metal líquido é até hoje o melhor vilão da franquia e um dos mais temidos do cinema. Através de suas habilidades de moldar seu corpo, ele pode assumir qualquer forma ou aparência, e transformar seus membros em lâminas letais. Robert Patrick conseguiu atuar de uma maneira fria como o papel pedia. T-1001 é a versão para o seriado que foi interpretada pela cantora Shirley Mason. Está robô protagoniza uma cena em que ela assume a forma de um mictório numa empresa que é de amargar.
T-X: A “Terminatrix”, construída para exterminar exterminadores, vilã do terceiro filme e… um fiasco. Ela possui endoesqueleto mecânico revestido de metal líquido, além de várias armas ocultas em seus braços e a capacidade de analisar DNAs com a língua(?). Os nano-robôs que compõem seu metal líquido podem entrar em mecanismos, permitindo que ela os controle a distância. Nem mesmo a atuação de Kristanna Loken conseguiu salvar a T-X.
Ao fim, Exterminador do Futuro foi uma franquia que soube usar do conceito homem versus máquina de maneira excelente. Acredito que ainda veremos mais coisas pela frente, e do jeito que anda o Google, quem sabe logo ele não muda o nome para Skynet e declara guerra aos humanos? 2012 está logo ai…
Quando se pensa em filme de robôs, a primeira imagem que nos vem à mente é do nosso “Governator” Arnold Schwarzenegger na série Exterminador do Futuro. Ícone do cinema foi um divisor de águas com sua trama de viajem no tempo e seus efeitos visuais fantásticos, gerando uma série de quatro filmes e várias outras proles.
O primeiro Exterminador do Futuro (The Terminator) chegou aos cinemas no ano de 1984, e mostra o soldado Kyle Reese (Michael Biehn) que foi enviado de um futuro pós-apocalíptico onde os homens e as máquinas estão em guerra para o ano de 1984 a fim de impedir que um ciborgue (Schwarzenegger) enviado pelas máquinas para esta data mate Sarah Connor (Linda Hamilton), a mãe do futuro líder da resistência humana na guerra.
James Cameron levou a frente este filme, que possuía alguns efeitos stop-motion que provocam risos hoje em dia, mas que na época eram impressionantes. O orçamento foi apertado, e mesmo assim o filme conseguiu ser um marco na ficção-científica. Arnold estava na verdade cotado para ser Kyle Reese, e O. J. Simpsons chegou a ser cotado para o papel do exterminador. Segundo Cameron, ele queria que o ciborgue fosse um sujeito comum para passar despercebido pelos humanos – por sorte mudaram de ideia pois Schwaza queria o papel do exterminador, que teria mais destaque.
No ano de 1992 chega à sequência O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final(Terminator 2 – The Judgment Day). Este filme conseguiu superar o segundo, expandido mais da trama complexa que poderia ser arruinada, devido a isso conseguiu arrecadar 520 milhões no cinema – seu investimento foi de 102 milhões, 96 a mais que o primeiro, se tornando um dos filmes mais caros da época. Agora as máquinas enviam um robô avançado de metal líquido do modelo T-1000 (Robert Patrick) para assassinar o futuro líder da resistência humana John Connor, que é um adolescente. Os humanos enviam para impedir isso um T-800 idêntico ao que havia sido enviado no passado para assassinar a mãe de Connor, mas desta vez ele está reprogramado para proteger o garoto. O “Julgamento Final” do título se refere ao dia em que a Skynet (Inteligência Artificial líder das máquinas) bombardeia o planeta com bombas atômicas para destruir a humanidade. Neste filme a data fatídica seria 29 de Agosto de 1997.
Este filme levou a estatueta do Oscar de edição de som, mixagem de som, maquiagem e efeitos especiais, graças à tecnologia empregada nos efeitos do T-1000, que impressionam até os dias de hoje. O robô T-1000 quase foi feito pelo cantor Billy Idol, que (graças a Deus) ficou impossibilitado de fazer por um acidente de moto, dando papel ao ator Robert Patrick que fez um trabalho excelente. Em uma cena, T-1000 fica com a aparência igual a de Sarah Connor, e para poder ter duas Sarahs em cena, usaram a irmã gêmea de Linda (ela é sempre a que está mais longe da câmera na cena). Na trilha sonora havia a musica “You could be mine” da banda Gun’s Roses, que estava no auge do sucesso na época (até fizeram um vídeo clipe com a participação de Schwaza).
O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas (Terminator 3: The Rise of the Machines) foi lançado no ano de 2003, e na minha opinião é o mais fraco dos filmes (mesmo rendendo 427 milhões e custado 175). Neste filme as máquinas enviam uma ciborgue mulher (?) do modelo T-X para eliminar John Connor e vários homens que viriam ser valiosos oponentes no futuro para as máquinas. Os humanos enviam um T-850 (sim, com a cara do “Governator”) para proteger John Connor e Katherine Brewster (quer viria a ser esposa de Connor no futuro).
Diferente do segundo filme para o primeiro que conseguiu surpreender a plateia, o terceiro filme foi mais do mesmo. A “Terminatrix” é infinitamente pior que o T-1000, sendo que é feita de metal comum com algumas armas embutidas nos braços e metal líquido revestindo o corpo. A única coisa interessante foi eles mostrarem que não importa as interferências feitas com as viagens no tempo, o futuro sempre vai acabar acontecendo da mesma maneira.
Na segunda parte deste post sobre a saga dos Exterminadores falarei sobre o quarto filme, o seriado, os jogos e todas as coisas que vieram da franquia. Como diria o T-800: “I’LL BE BACK!”