ERA DE BRONZE DOS QUADRINHOS

Toda forma de arte passa por mudanças significativas, refletindo as transformações do mundo ao seu redor, e com a nona arte não poderia ser diferente. Atualmente ando trabalhando em uma série de Sketch Cards da Marvel Comics referente a chamada Era de Bronze dos quadrinhos, uma fase onde muitas mudanças marcariam a forma de se ver as hqs.

FIM DO PURITANISMO

Na Era de Prata, os quadrinhos seguiam uma linha puritana, com menos violência e sensualidade, pois o selo Comic Code Authority  na capa garantia que as revistas não teriam nada considerado maduro (isso culminou na falência de muitas editoras, que viviam de quadrinhos de terror e suspense, fazendo o gênero de super heróis ganhar força total). No fim da década de 60 surgia a Era de Bronze, trazendo amadurecimento para os personagens, pois o foco do público havia deixado de ser as crianças, sendo necessária a abordagem de temas mais sérios. Aos poucos os quadrinhos começavam a se livrar do código de ética imposto na Era de Prata, e temas mais densos como alcoolismo, drogas e racismo eram abordados e discutidos, deixando alguma moral ou exemplo para o leitor.

NOVAS ABORDAGENS

As minorias ganharam espaço durante a Era de Bronze, trazendo um novo leque de possibilidades para as hitórias. Versões femininas de heróis nasciam como a Mulher-Hulk, Mulher Aranha, Super Girl e Miss Marvel. A raça negra ganhava representantes como a Tempestade, Luke Cage, Cyborg e Blade. Os X-Men já existiam, mas foi durante a Era de Bronze que teve o surgimento da segunda equipe (onde Wolverine dava o ar da graça) e que suas histórias passaram a fazer sucesso. O preconceito contra os mutantes e a perseguição de minorias virou assunto recorrente em suas histórias. As artes-marciais estavam na moda, e com isso heróis com poderes baseados em técnicas de luta como o Punho de Ferro recheavam as páginas. Conan chegava aos quadrinhos, trazendo uma onda de violência e sexualidade que quebrou tabus, dando força para o ressurgimento de gêneros como capa e espada e até mesmo o velho terror, tirando a predominância dos poderosos com uniformes coloridos. As Guerras Secretas aconteciam na Marvel e muitos personagens tiveram seu visual modificado, como o Homem-Aranha, que ganhava o uniforme negro (que mais tarde se tornaria o vilão Venom).

Graças a Era de Bronze os quadrinhos passaram a abordar temas mais sérios e deixaram de ser um produto direcionado apenas ao público infantil. Seu fim se deu na segunda metade da década de 80, quando histórias mais densas onde o argumento muitas vezes se destacava ao visual nasciam (como o caso de O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller), mas isto é assunto para outro post.

CURSO DINAMO HQ DE QUADRINHOS E ILUSTRAÇÃO 2012!

Procura um lugar para aprender os segredos das artes dos quadrinhos ou desenvolver suas técnicas de desenho? Venha para o Curso Dinamo HQ de Quadrinhos e Ilustração!

Desenvolvido para trabalhar com pessoas que nunca desenharam ou com aquelas autodidatas que pretendem apenas aprimorar seu talento, o Curso Dinamo HQ de Quadrinhos e Ilustração possui uma forma divertida e descontraída de ensino. Com no mínimo dois professores na sala, os alunos tem explicação e dúvidas esclarecidas individualmente para uma melhor compreensão. Na linha dos professores estão Daniel HDR, que já fez diversos trabalhos para as editoras americanas DC e Marvel Comics, e Maurício Dias, criados do álbum Retro City.

O curso é dividido em três módulos:

  • Nível 1 – DESENHO: Para aquelas pessoas que nunca desenharam ou que querem aprender sobre figura humana, texturização, luz e sombra, perspectiva e movimento.
  • Nível 2 – QUADRINHOS: Neste nível é abordado o fundamento dos quadrinhos, sua narrativa, diagramação, técnicas de arte-final e roteiro, para que o aluno possa ter capacidade de criar suas próprias obras.
  • Nível 3 – PROJETO AUTORAL: Como um TCC de faculdade, neste nível os alunos precisam desenvolver um projeto pessoal e serão supervisionados por um professor para produzirem algo dando o máximo de seu talento e potencial, simulando o processo de trabalho para uma editora.

As aulas começam no agora no dia 10 de Março, e ocorrem todos os sábados no Museu Hipólito José de Costa em Porto Alegre. Para inscrições e mais informações clique AQUI, ou ligue para: (51) 3019-7427/9327-7170

COMO SURGE O GOSTO PELA LEITURA?

Todos sabem que o Brasil tem fama de não ser um país que cultiva o hábito da leitura. Nos dias de hoje saber ler e interpretar o que está lendo é essencial para ter uma boa cultura e até mesmo saber se expressar com clareza. Como despertar o gosto da leitura nas pessoas? Porque na escola muitas vezes não gostamos de ler, mas depois surge um gosto repentino? O que os quadrinhos podem fazer por isso?

LITERATURA NA ESCOLA

No nosso período escolar, os professores costumam indicar um tipo de literatura que não agrada a maioria dos jovens, usa termos a qual não estão acostumados, acaba sendo maçante e os afastando dos livros. Nos tempos de hoje existem muitas formas de entretenimento para os jovens, como cinema, games e internet, e acabam sendo concorrência direta para os livros. Existem algumas produtoras que transformam estes concorrentes em aliados, transformando os livros em séries, filmes e games e chamando um novo público para suas obras (grande parte das vezes as adaptações ficam devendo para os livros, mas ainda assim fazem um grande barulho).

COMO OS LIVROS CATIVAM?

A princípio eu não acho que o gosto pela leitura pode ser imposto, ele tem que ser gradual e espontâneo da pessoa. Um livro é como um amigo – ninguém vem do nada e te apresenta uma pessoa forçando você a ser amiga dela, você se torna amigo da pessoa pela identificação com ela, por se sentir bem estando com ela. O gosto pela leitura surge quando encontramos aquele livro especial, que nos cativa e nos faz viajar, mergulhar de cabeça no universo apresentado. Com o advento de blogs e afins, as pessoas tem escrito muito mais, e isso as leva a ler mais também, pois precisam de fontes para seus textos, informações par criarem bases, etc.

QUADRINHOS

Conheço muitas pessoas que aprenderam a ler com histórias em quadrinhos, sejam  de super-heróis, da Disney ou Turma da Mônica. Aqui no Brasil ainda se tem a cultura de que quadrinhos são coisas para crianças, e por isso é comum este tipo de coisa acontecer. Acredito que os quadrinhos podem sim serem uma forma de leitura instigante, pois exercitam a interpretação de cenas e possuem uma dinâmica que atrai. Assim como nos livros, existem muitos gêneros nos quadrinhos, e olhando com atenção a pessoa pode encontrar algum que lhe atraia. Através das novas plataformas digitais, um novo tipo de leitor vem surgindo, que pode consumir não só seus quadrinhos mas também seus livros favoritos em qualquer lugar e a qualquer hora. O mercado já está de olho nisso, e daqui a alguns anos tornará se um hábito baixar suas obras favoritas na sua plataforma portátil.

A leitura é um lazer magnífico que nos pega pela mão e nos arrasta para mundos fantásticos, nos apresenta a novos amigos e nos ensina lições únicas. Para se adquirir gosto pela leitura, você deve procurar aquele livro que te cative, que te empolgue e o faça devorar cada página com uma fome voraz. E para quem quer produzir, esforce-se para que sua obra seja imersiva e rica, pois com certeza ela pode se tornar o melhor amigo de alguém.

CRISES, MASSACRES E MEGA SAGAS NOS QUADRINHOS

Recentemente foi anunciado que haverá na Marvel uma mega saga que vai por frente a frente os X-Men contra Os Vingadores. Resolvi fazer este post sobre estas mega sagas que volta e meia são feitas no universo dos quadrinhos americanos.

INFINITAS CRISES

O mercado de quadrinho americano é um dos maiores do mundo, e tem no seu gênero de super-heróis ícones como Superman, Homem-Aranha, Batman e por ai vai. Muitas pessoas criticam dizendo “Caramba! Eles usam os mesmo personagens a anos! Porque não colocam um fim e começam algo novo?” ou mesmo “Os personagens de comics não envelhecem, são eternos, passam por tanta coisa que não tem como acompanhar a cronologia!”. De certo modo estão certos, mas (ao meu ver) a indústria de quadrinhos americanos não é tão estática assim.

A mais ou menos a cada década eles criam alguma super saga intergaláctica onde morre muita gente (que volta mais tarde) e redefine todo o universo dos personagens, os atualizando para os tempos atuais. As revistas em quadrinhos não são feitas para você comprar para todo sempre, e sim para ser um entretenimento, uma diversão, uma aventura que você participa junto com o personagem. As mega sagas são criadas para atualizar os personagens a um novo tipo de publico, para apresentar os personagens a uma nova geração de leitores (afinal, o leitor de antigamente que cresceu brincando na rua não é o mesmo que cresceu com internet e video games avançados). Sagas assim acabam se tornando muitas vezes arcos interessantes de aventuras que depois são vendidos encadernados, vale a pena para quem não tem paciência para acompanhar mensalmente e quer algo completo.

PERSONAGENS ETERNOS

Não vejo problema em usarem os mesmos personagens por tanto tempo, afinal eles estão ai porque funcionam e porque eles tem novas coisas a contar para as gerações que estão chegando. Muitos leitores pegaram gosto por este passatempo através dos quadrinhos, alguns até aprenderam a ler com eles. Os personagens hoje já são ícones da cultura pop, se tornaram eternos e símbolos na mente das pessoas, já não se pode abandona-los assim do nada. Hoje a indústria de quadrinhos fatura muito com suas franquias em brinquedos, animações, games, roupas e por ai vai.

Enfim, acho que como medida editorial, estas sagas escatológicas são interessantes, pois a renovação (quando feita para melhor) é sempre interessante. A maioria dos leitores mais aficionados acaba por ficar frustrado com elas pois muitas vezes acabam por distorcer e deixando pontas soltas na cronologia, mas eles tem que entender que os quadrinhos não são feitos só para eles, mas também para aquela pessoa que está pegando uma revista pela primeira vez e não quer ter que saber sobre trocentas sagas passadas pra entender a história. Que venham novas sagas divertidas e interessantes, depois eu compro o encadernado e saiu felizão sem frustração alguma! =D

 

OBS. (Já votou no LISTÃO 2011 aqui do blog? clique AQUI e de seu voto!)

ADAPTAÇÕES

Nos dias de hoje é normal vermos obras que ao fazerem sucesso migram para outros formatos, o mais comum é a conversão para cinema. Porém toda conversão de formato exige uma adaptação, e este é o tema que será abordado no post de hoje.

FORMATOS

A maioria das obras durante sua concepção é pensada para caber dentro do formato que lhe cabe, seja um livro, filme, seriado, quadrinho, animação ou mesmo roteiro de game. O autor da obra costuma dominar o formato que usou para fazer esta obra, e quando decidem fazer uma adaptação, ele precisa confiar seu trabalho nas mãos de outras pessoas que entendem melhor da mídia a qual seu projeto vai migrar. Em alguns casos o autor é sondado para opinar sobre cada etapa da produção, ficando como consultor do projeto, e outras vezes ele apenas vende os direitos e confia no talento das pessoas envolvidas. A visão que o autor tem de sua obra é diferente das visão que os produtores terão, pois eles vão vê-lá no formato novo, e o autor vai se basear no seu formato original.

Eu acredito que uma boa forma de saber se a adaptação de algo está indo por um bom caminho ou não é sondar os fãs, usa-los como termômetro de qualidade. Engraçado que muitas adaptações (principalmente as cinematográficas) parecem ignorar totalmente a opinião dos fãs sobre o projeto, mesmo quando eles lançam alguma foto ou prévia do projeto e são execrados por estarem fazendo merda. Isso acontece muitas vezes porque certos produtores querem fazer um filme para o grande público, e não para os fãs, mas ao fim acabam fazendo um filme tão ruim que faz o público em geral torcer o nariz até para a obra original.

QUADRINHOS E O CINEMA

O mundo dos quadrinhos é um dos que mais sofre com as adaptações cinematográficas (só perde para o mundo dos games, a qual já falei AQUI e AQUI). O mundo dos quadrinhos, principalmente o dos super-heróis, não tem como ser adaptado de maneira fiel para o cinema sem ficar ridículo, o que acaba culminando em uma adaptação muitas vezes radical – e é ai que reside o problema. Os elementos a serem modificados ficam a cargo muitas vezes de um diretor que quer colocar sua assinatura pessoal no personagem. Vamos pegar o Batman como exemplo:

Os dois primeiros filme do começo da década de 90 tiveram Tim Burton na direção, que conseguiu dar um tom mais sombrio ao personagem e acabou criando a “armadura” no uniforme, que viraria padrão para os outros filmes, só para fazer o ator Michael Keaton parecer mais forte. Depois disso os filmes caíram nas mãos de Joel Schumacher, que transformou o clima sombrio em carnavalesco e semi-homossexual (alguém falou “bat-mamílos”?). Após tanta cagada na franquia, a DC decidiu chamar Christopher Nolan para fazer um reboot na franquia, e ele conseguiu trazer fazer uma adaptação que respeita tanto os fãs quanto a própria mitologia do personagem.

Toda conversão necessita de adaptações, afinal nem sempre o que funciona em um formato consegue sucesso em outro. Uma solução são as obras que já nascem planejadas para possuírem vários formatos, muitas vezes os usando como uma forma de expansão do universo.O jeito é confiar (e torcer) para que as obras que gostamos e amamos caiam em mãos de produtores que respeitem o espirito delas, ou que não sejam adaptadas e permaneçam em seu formato.

*Para quem quiser ler mais sobre o assunto, tem um ótimo post no blog do meu amigo e colega de estúdio Rogério de Souza, veja AQUI.

A ARTE DE ENSINAR

Como já falei aqui outras vezes, sou monitor do curso de quadrinhos do Dinamo Studio aqui em Porto Alegre, e neste último sábado eu tive a experiência de ministrar uma aula. Neste poste irei comentar as minhas experiências em lecionar e monitorar.

PRIMEIRAS AULAS

Há muitos anos, acredito que em 2004, a pedidos de alguns amigos eu ministrei um “curso” de desenho na escola a qual havia feito o ensino médio em Três Passos, interior do estado. Era um curso de vinte aulas a qual eu havia usado revistas de “aprenda a desenhar” como base para montar a didática. Tive apenas dois alunos mas foi muito interessante (na verdade tive um terceiro que era uma praga e depois que ele saiu da sala do nada e eu arremessei o material dele pela porta, ele nunca mais voltou). Eu nunca havia tido um curso de desenho, apenas havia assistido algumas vezes meu irmão tendo aulas no curso de desenho a qual monitoro hoje, mas foi uma experiência interessante. Mais tarde eu dei aulas de desenho particular para um garoto.

MONITORANDO

Me tornei monitor no curso de quadrinhos em meados de 2008, quando entrei no estúdio. Sempre achei interessante monitorar nas aulas, pois além de uma forma de relembrar as aulas é bacana analisar os exercícios dos alunos e ajudá-los a encontrarem a solução. Uma das aulas a qual mais gosto de trabalhar é do nível dois do curso, onde o foco são as técnicas de quadrinhos e arte-sequencial. Nesta aula eles precisam fazer uma releitura de algumas páginas de alguma revista que eles gostem. É muito gostoso quando eu consigo ajudá-los a criar e elaborar a página, mostrar um caminho a qual eles não haviam notado. De certo modo eu acabo aprendendo junto com eles.

Eu ainda tenho muito o que aprender, mas quando estou lá no curso ajudando os alunos consigo ver o quanto eu evoluí. Agora entendo o porque de tantas pessoas se tornarem professores mesmo sendo um trabalho as vezes estressante e mal remunerado. Não existe nada mais gratificante do que ver alguém aprendendo e aprimorando o conhecimento e saber que você auxiliou naquilo de alguma forma. Ensinar não é uma tarefa das mais fáceis, mas é extremamente divertida.

LINGUAGEM DOS QUADRINHOS

Neste fim de semana eu estava conversando com meu amigo e colega de estúdio Maurício Dias sobre quadrinhos e sua linguagem, acabamos debatendo algumas coisas bem interessantes a qual achei válidas para abordar em um post.

QUADRINHOS E O CINEMA

Muito se fala do dinamismo do mangá, de como ele consegue passar o dinamismo do cinema para as páginas, pegando emprestado um pouco da ação e emoção da sétima arte, mas talvez a questão do quadrinho vai além disso. O quadrinho não deve pegar o dinamismo do cinema para se fazer valer em sua arte, mas sim deve se valer de recursos e técnicas que são próprias de sua linguagem.

Ultimamente ando fugindo do nicho de mangá e lendo mais comics, graphic novels e quadrinhos alternativos. É incrível a variedade de técnicas que existem de um estilo para o outro, e todas com recursos interessantíssimos de narrativa e estética que apenas nos quadrinhos você poderia encontrar. Ultimamente os games e filmes estão tentando pegar emprestado técnicas de quadrinhos, como no caso dos filmes do diretor Zack Snyder. Ele faz cenas em câmera lenta, ângulos impossíveis e usa de muito dinamismo, mas ainda assim não consegue reproduzir o efeito exato conseguido em uma página de HQ.

CONTROLE DO TEMPO

Uma das principais ferramentas dos quadrinhos é a forma de controlar a passagem de tempo. O artista consegue dominar e brincar com o tempo dentro da história conforme lhe convém, manipulando a forma como o leitos vai compreende-la. Existem quadrinhos que te proporcionam uma leitura rápida, e outros que possuem a mesma quantidade de página mas parecem te segurar muito mais.Isso não quer dizer que uma seja melhor que a outra, mas sim são propostas diferentes.

Quanto mais eu tenho estudado e lido sobre quadrinhos, mais tenho observado como existem mecânicas muito ricas e inteligentes muito bem aplicadas por gênios como Will Eisner, Allan Moore, Neil Gaiman, etc. Se você esta habituado a ler apenas um gênero de quadrinhos, recomendo um passeio por outros estilos, para se surpreender ao ver como as histórias contadas com imagens sequenciais podem ser variadas e fabulosas.

FANZINES-PRIMEIROS PASSOS

Conheço muitas pessoas que gostariam de fazer fanzines, criar suas próprias histórias em quadrinhos e aventuras, mas sempre reclamam de não saber por onde começar. Neste post pretendo abordar os primeiros passos para aqueles que planejam se aventurar no mundo dos quadrinhos alternativos, como conceber a ideia básica e estrutura de seu projeto.

A primeira coisa a se fazer é definir bem a sua proposta de fanzine. Provavelmente você já deve ter em mente uma base da história e dos personagens. Escreva tudo o que vier na mente, na fase de elaboração da história é onde você deve soltar sua mente e ponderar bem cada elemento a ser trabalhado. Qual será o gênero da história?  Qual público você deseja atingir? Será um fanzine com personagens existentes ou uma história própria? Faça estudo dos personagens até encontrar a forma que o agrade. Desenhe um Model Sheet pelo menos dos personagens principais(imagem do personagem de frente, lado e costas, e seus detalhes em destaque). Recomendo que faça um desenho comparativo com os personagens todos de pé, onde pode-se comparar a altura de cada um.

É comum se pensar de início em uma grande saga com várias edições, mas deve-se tomar cuidado. Não são raros os fanzines que acabam ficando sem conclusão, o que acaba frustrando muitos leitores. Eu recomendo que você estruture um arco fechado de três ou quatro edições onde apresentará uma história fechada, uma aventura com início, meio e fim. No caso de você possuir uma grande saga, divida ela em arcos individuais que seguem uma ordem cronológica, assim você cativa o leitor que quiser comprar apenas um arco e também aquele que quiser acompanhar toda a trama. Imagine o primeiro arco como o episódio piloto de um seriado de tv, onde todos os personagens e o mundo onde eles vivem são apresentados ao leitor.

O número de páginas deve também ser pensado, pois influi em vários fatores. No caso de um fanzine impresso, o número de páginas vai influenciar diretamente o custo de produção e em consequência o custo do fanzine em si. Na hora de pensar na quantidade de páginas, lembre-se que além da história em si, existe a capa, contra-capa, expediente e outras coisas que você pode colocar como extras para diferenciar seu trabalho. Por falar em custos, você deve definir  se vai querer ganhar dinheiro com seu fanzine ou se o fará apenas por diversão. Caso queria ter lucro com seu trabalho, o valor da revista deve ser no mínimo o dobro do valor que você gastou para produção da edição (por isso é interessante um baixo custo), e no caso de um fanzine por hobby, coloque o custo no mínimo sendo igual ao valor de custo da edição (porém recomendo que neste caso faça um fanzine on-line, pela baixa quantidade de gastos, mas trataremos de webzines em outro post).

Para você que quer iniciar um projeto, acho que estas dicas já estão de bom tamanho. Lembre-se de anotar cada ideia que vier na sua cabeça, e lembre-se que um fanzine é algo pessoal, e o único limite para sua obra é a sua criatividade. Deixe nos comentários suas dúvidas e ideias de temas para serem abordados nos próximos posts.

CURSO DE QUADRINHOS DINAMO

Neste dia 19 de março tem inicio as aulas do curso de quadrinhos e ilustração DINAMO.

Cada turma tem dois professores em sala dando auxilio e assistência individual para cada aluno. Dentre os professores estão Daniel HDR e Maurício Dias, autor de RETRO CITY.

O curso se divide em três módulos:

  • Nível 1: Desenho – Técnicas  de ilustração da figura humana, luz e sombra, texturização, perspectiva, etc…
  • Nível 2: Quadrinhos – Do roteiro a narrativa, é ensinada toda a técnica para você trabalhar com quadrinhos ou mesmo inventar os seus.
  • Nível 3: Estúdio – Funciona como um TCC onde o professor-orientador auxilia o aluno na produção de um projeto próprio.

Observação: Os alunos inscritos em dois níveis ao mesmo tempo pagam o valor de ambos com DESCONTO.

As Inscrições ainda estão abertas, visite-nos no museu Hipólito José da Costa – Andradas, 959 – Centro de Porto Alegre, aos Sábados das 13h as 17h30.

Mais informações AQUI ou nos telefones: (51) 3019-7427 / 9327-7170

PAPO DINÂMICO: PALESTRA E OFICINA COM EDDY BARROWS

O Dinamo Studio, em parceria com a Livraria Cultura e apoio da Jambô Editora, Liga Comics e Multiverso ComicCon, vai realizar o primeiro PAPO DINÂMICO, onde o publico poderá ter contato com um grande desenhista. Nesta primeira edição teremos Eddy Barrows, desenhista do personagem SUPERMAN para a DC comics nos EUA.

O quadrinista Daniel HDR vai conduzir uma entrevista com o desenhista, que falará de sua carreira e como foi se tornar um dos desenhistas exclusivos de um dos maiores super heróis de todos os tempos.

A palestra vai ocorrer no dia 12 de Março de 2011, a entrada será franca e acontecerá no auditório da Livraria Cultura, no Bourbon Country (Tulio de Rossi, 80 – Porto Alegre-RS) as 16h00.

Também será realizada uma oficina ministrada pelo desenhista, onde ele dará dicas de composição de páginas, como montar um portfólio profissional. Os alunos inscritos poderão ter seus trabalhos avaliados por Barrows e Daniel HDR.

O valor da inscrição é de apenas R$65,00, e ocorrerá no dia 11 de março de 2011, das 16h00 as 18h00 (com avaliação de portfólios das 18h00 as 19h00). O local será na Loja Jambô Filial 1 (Rua Coronel Genuíno, 209 – Porto Alegre-RS).

Observação: Os inscritos devem levar material de escrita para anotar as dicas. Cada inscrito ganhará um número para uma rifa onde será sorteado um kit com:

  • Um arte original da revista Superman, feita por Eddy Barrows;
  • Um revista Superman autografada por Barrows;
  • Uma action figure oficial do Superman autografada por Barrows;

Para realizar a inscrição, clique AQUI.

Mais informações clique AQUI.