VIDEOGAME ARTE, VIDEOGAME MULEQUE

Há muito tempo uma questão mais polêmica que mamilos vem rondando o certame do mundo nerd. De um lado estão aqueles que dizem que videogames são produtos de entretenimento e nada mais, e do outro estão os que defendem os jogos eletrônicos como um novo tipo de arte. Neste post coloco minha opinião quanto a esta questão, e convido você a questionar se videogame pode ou não ser considerado arte.

Os jogos de videogame foram melhorando e evoluindo de mãos dadas com a tecnologia. Nos primórdios do videogame a tecnologia não permitia gráficos e recursos muito elaborados, isso fazia com que o jogador tivesse que usar sua imaginação para enxergar naqueles poucos quadrados coloridos a imagem de uma pessoa, criatura ou veículo. Os criadores dos jogos tinham que se virar para compensar a falta de recursos com um bom grau de desafio, e os jogos prendiam as pessoas em horas de diversão. A cada geração de consoles, os recursos foram melhorando e as companhias investindo e inovando em conceitos e jogabilidade, chegando ao ponto da interação sem controle como no caso do Kinect do XBOX 360.

Os jogos de videogame deixaram de ser apenas uma forma de entretenimento, e passaram a contar histórias. No controle do personagem, você vai prosseguindo cada estágio e tendo uma trama revelada diante dos seus olhos, aumentando seu envolvimento com o jogo. Não são raros os jogos que possuem mais de um final, fazendo com que as escolhas do jogador alterem o andamento da aventura. Existem jogos que possuem tramas dignas de filmes de Holywood, como a série Metal Gear ou Splinter Cell e Parasite Eve. É irônico que muitos jogos consigam possuir uma trama digna de cinema, mas o cinema quase nunca consegue adaptar uma trama de jogo para o seu formato com sucesso (Já falei no blog sobre adaptações de games para o cinema AQUI e AQUI). Muitos jogos possuem vídeos inseridos durante seus estágios para contar a história, e alguns até usam histórias em quadrinhos como prequel de sua trama principal.

O processo de elaboração de um jogo exige muitos desenhos para a concepção dos personagens, itens, cenários e tudo mais que irá aparecer na tela. Apesar de muitas vezes os jogadores nem repararem em coisas como esta, os desenhos de concept art dos jogos são verdadeiras obras de arte. Uma boa trilha sonora também é essencial para fazer o jogador imergir no mundo do jogo. Antigamente ela não passava de barulhinhos ordenados, mas com o tempo se tornaram composições clássicas e conhecidas por todos (eu já coloquei como toque de celular o tema do Super Mario Bros., e várias pessoas reconheceram de imediato), ou mesmo lindos temas que valem até ser ouvidos quando não se esta jogando (eu particularmente sou fã das trilhas sonoras de Final Fantasy, Castlevania, Guilty Gear e Dragon Age). Me trás uma sensação nostálgica ouvir os meus temas favoritos de game em formato “.mid”, som característico dos consoles de 8 e 16 bits.

Eu acredito que o propósito da arte seja provocar, instigar, emocionar, fazer pensar e agregar algo as pessoas. Nem todos os games conseguem tocar profundamente seus jogadores – Mas se você parar para pensar, nem todos os quadros, filmes, livros e músicas também não conseguem. A discussão deste tema é longa e provavelmente não será aqui que ela encontrará seu fim, mas quero levar você que curte jogar seu console a pensar nesta questão, analisando, sentindo e explorando seus jogos favoritos. Experimente e deguste seus jogos o máximo que puder, depois venha aqui e poste nos comentários sua opinião sobre o assunto.

*Abertura de Final Fantasy XIII – Escolhi este jogo pelo design e gráficos sempre inovadores na série, e pela música que nunca é menos que fantástica.

Mais sobre o assunto em uma matéria da Galileu clicando AQUI.

IT’S ROCK N’ ROLL BABY!

Hoje é o Dia Mundial do Rock, e apesar de eu ser bem eclético no meu gosto musical, confesso que tenho uma queda por este estilo tão peculiar. Este post é sobre este estilo com mais de 50 anos, mas que ainda é um adolescente de all-stars e tatuagens.

Antes de mais nada uma breve explicação: Esta data foi escolhida em referência a 13 de Julho de 1985, quando Bob Geodolf, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou o Live Aid, um show que ocorreu simultaneamente nos EUA e Inglaterra, cujo o nobre objetivo era levantar fundis para acabar com a fome na Etiópia. Este evento teve participação de grandes bandas como Queen, The Who, U2, Black Sabbath dentre outros. O show foi exibido pelo canal BBC para diversos países, e em 16 horas conseguiu levantar 100 milhões de dólares que foram destinados a população faminta da África (é pra deixar qualquer TELETON da vida com inveja).

O rock é um estilo musical vibrante, geralmente acelerado e que foi feito para se ouvir no último volume mesmo. Normalmente este é um estilo que a pessoa começa a gostar na adolescência, porém eu comecei a gostar na minha infância. Sou oito anos mais novo que meu irmão, e quando pequeno eu vivia amolando ele e grudado feito um carrapato. Meu irmão ouvi muito rock: Sepultura, Raimundos, Legião Urbana, Metallica, Aerosmith, Bon Jovi e por ai vai. Cresci com muitas dessas músicas na minha mente (algumas só em partes, pois meu irmão conseguia em fitas gravadas com os amigos ou gravava do rádio, e muitas vezes ficavam incompletas). Eu já fiz um post sobre trilhas sonoras que ouço pra trabalhar (veja AQUI), e um bom rock agitado é a melhor pedida para fazer cenas de ação e de impacto.

Mas o rock é muito mais que um estilo musical, ele é atitude, um estilo de vida. Normalmente quem curte este estilo musical possui uma forma de ver a vida ligada no 220! Apesar que o rock com o tempo foi criando tantas ramificações que ganhou uma variedade imensa de tipos de fãs (de headbengers a emos). Alguns dizem que o bom e velho rock morreu, e de fato alguns clássicos são eternos e insubstituíveis, mas eu ainda existem ótimas bandas surgindo como The Strokes e Kings of Leon.

O que esta esperando? Vista aquela velha calça jeans desbotada, coloque aquela camiseta preta de banda amarrotada do guarda-roupa e coloque um rock no talo para deixar a vizinhança de cabelo em pé! LET’S ROCK!!!!

TRILHA SONORA PARA TRABALHAR

Quando você trabalha com desenho, escreve roteiros ou qualquer outra coisa que exija a criatividade, acaba por muitas vezes adquirindo certos “rituais” para deixar a mente fluir e permanecer produzindo. Eu acredito que uma boa forma de conseguir um clima bom de trabalho é através da música.

Eu várias vezes tive problema de “branco” mental, falta de ideias para resolver uma página ou mesmo para desatolar aquela maldita cena de um roteiro. Existem muitas formas de se sair disso, como assistindo a um filme ou conversando com outra pessoa sobre algum assunto diverso, mas como evitar de cair nestes abismos da criatividade?

Eu acredito que através de uma boa trilha sonora a pessoa consegue se manter no clima do trabalho, mas deve ser a música certa. Vamos ver algumas dicas para se criar a trilha sonora ideal para seu trabalho:

  • Procure músicas que tenham a ver com o tipo de trabalho que você esta fazendo (tecno para sci-fi, rock para cenas de ação…);
  • Trilhas sonoras de filme são muito boas para isso, pois normalmente seguem um tema e costumam ter muitas músicas ambientais;
  • Evite músicas com letras que você conhece, pois pode acabar se distraindo ao cantar junto;
  • Trilhas sonoras de jogos também são muito boas, afinal são músicas feitas para ambientação de cenários e coisas assim;
  • Dicas de trilhas de filmes: Conan: O Bárbaro, The Matrix, Inception, Tron Legacy;
  • Dicas de trilhas de jogos: Série Castlevania (principalmente Synphony of the Night), Chrono Cross, Série Final Fantasy;

Trilhas sonoras são muito pessoais, você deve escolher as músicas que te deixem num bom astral e com energia para realizar suas tarefas. Agora monte sua trilha sonora e mãos a obra.