VIAGENS NO TEMPO E SEUS PROBLEMAS

O tempo e a forma como ele passa é algo que fascina o homem. A vontade te obter o controle total sobre ele, podendo quebrar seu fluxo de passado, presente e futuro já apareceu várias e várias vezes nas obras de ficção, mas brincar com o tempo é algo extremamente complexo. Já foram criadas muitas teorias que tentassem solucionar os problemas da viajem temporal, mas como todas as coisas que não existem, existem soluções que usam de teorias científicas e aquelas que obedecem apenas a magia e a imaginação.

Aqui no ocidente costumamos a ver o tempo de forma linear, seguindo em frente numa constante. O conceito de viagem no tempo é a quebra deste fluxo, onde se pode transitar para trás e para frente. Existem algumas teorias científicas que normalmente são usadas como base para roteiristas e escritores que se aventuram em tramas temporais, eis aqui algumas:

  • A Quarta Dimensão: Neste conceito, o tempo seria uma dimensão como a largura, altura e profundidade. Imagine um carro onde quando você vai para frente estará se movendo em uma direção, se for pra direita ou esquerda se moverá em outra dimensão, e se for para cima e para baixo se moverá em outra. A quarta dimensão seria o tempo que você leva para fazer isso.
  • Buracos de Minhoca: Esta teoria consiste em usar canais que interliguem o espaço-tempo. Entrando na boca de um destes “buracos de minhoca”, você poderia o alongar e dobrar e sairia instantaneamente  no outro lado, ignorando a barreira espaço-temporal.
  • Tempo como um rio corrente: Einstein propôs que o tempo flui em uma direção única como um rio, mas que em alguns lugares o rio seguiria mais rápido ou mais lento. Testes já foram feitos com relógio quânticos, que são extremamente precisos, e quando levados pra fora do planeta ficam adiantados, devido a passagem de tempo no espaço ser mais rápida.

A forma como a viagem no tempo é feita varia de acordo com a trama, a grande maioria dos escritores criam aparelhos e maquinários que transportam o usuário através do tempo-espaço, porém também existem alguns que preferem uma viagem através de portais, magias ou poderes, ou mesmo viagens através da mente ou espírito. Quando se usa viagens no tempo através de artefatos que transportam a pessoa de um aparelho para outro igual, fazendo com que a viajem no tempo para o passado não possa ser anterior a criação da máquina do tempo.

No tipo de viagem temporal onde a história pode ser alterada as coisas são bem mais difíceis de se explicar (e por isso muitas vezes as explicações são ignoradas). Normalmente os viajantes do tempo se tornam anomalias temporais, e são os únicos que tem consciência de que algo foi alterado. Em um universo em que facilmente se viaja no tempo, pode ocorrer de muitas pessoas realizarem viagens temporais e causarem infinitas alterações, até o ponto em que a a história se estabilize em um ponto onde a viagem temporal se torne impossível.

Em um universo onde a história pode ser mudada, muitas vezes a realidade tenta corrigir as alterações provocadas pelos paradoxos, muitas vezes usando outros acontecimentos para que as coisas voltem a correr da maneira que deveriam. Em uma realidade em que a história é imutável, o tempo segue como uma fita já gravada e o livre arbítrio não passa de uma ilusão.

A mais clássica questão sobre viagem do tempo é a seguinte: Se você viaja para o passado com a intenção de impedir alguma coisa de acontecer e tem sucesso, você não terá a necessidade no futuro de voltar no tempo para impedir esta coisa de acontecer, logo se você não viajar no tempo a coisa vai acontecer do mesmo jeito, entendeu? (um exemplo desta situação acontece no filme A MÁQUINA DO TEMPO, baseada na obra de H.G. Whells e na série de filmes O EXTERMINADOR DO FUTURO). Existem histórias que solucionam este problema com a teoria das realidades paralelas. Segundo esta teoria, quando você altera algo no passado, é criada uma outra realidade paralela a existente onde as coisas tomarão um rumo totalmente diferente.

Tramas de viagens do tempos devem ser muito bem pensadas e estruturadas. Eu particularmente gosto muito das obras de H.G. Whells que tratam do assunto, de filmes como Deja Vu, Trilogia  De Voltar Para o Futuro, Saga do Exterminador do Futuro, A Mulher do Viajante do Tempo e Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban. Caso se aventure pelos tortuosos caminhos de uma trama temporal, pesquise o máximo que você puder e evite deixar pontas soltas no espaço-tempo (acredite, sempre haverá alguém para fazer perguntas inconvenientes, e você tem que estar preparado par responde-las).

Fontes:

Wikipédia – Viagem no Tempo

Hype Science

POR QUE FICÇÃO CIENTÍFICA NÃO FAZ SUCESSO NO BRASIL?

Se você fizer uma pesquisa rápida com a grande maioria dos brasileiros sobre gêneros de livros ou filmes, vai constatar que não são muitas as pessoas que vão apontar a ficção científica(também chamada de Sci-Fi ou FC) como seu gênero favorito. Porque afinal por aqui as pessoas não tem tanta afinidade com este gênero tão rico e fascinante?

Podemos dizer que ficção cientifica um gênero que possui a ciência como elemento crucial, seja ela ciência realista ou imaginada, e a sua interferência na vida dos humanos e sua sociedade. Muitos dizem que o pai da ficção cientifica é Julio Verne, com seus grande livros Viagem ao centro da Terra, 20.000 léguas submarinas e Da Terra á Lua, mas antes dele uma jovem de apenas 16 anos escreveu um romance sobre um homem que dava vida a um golem de carne. Mary Shelley criou Frankstein em 1818, mas seu conto é mais inclinado para um horror gótico e também a forma que o dr. Frankstein usa para dar vida a sua criatura esta mais para alquimia que para ciência química. Mesmo antes já tiveram obras que poderiam ser chamadas de ficção-cientifica, como Micromégas de Voltaire no século XVIII, que narra a visita de seres de outro planeta ao nosso planeta. Apesar de não possuir ciência envolvida de maneira direta, o fato de analisar o comportamento dos terráqueos como formas de vida diferentes por seres interplanetários se encaixa no gênero.

Foram poucas as obras feitas no Brasil para este gênero (O Alienista de Machado de Assis e até mesmo o Sítio do Pica-Pau Amarelo, de Monteiro , elementos de ficção cientifica – apesar de serem basicamente fantasia), afinal é até difícil imaginar o Brasil em mundos de ciência avançada.  A “estranheza” excessiva que o mundo sci-fi trás acaba por afastar muitas pessoas, e nas terras tupiniquins é visto como um gênero exclusivamente nerd. uma das razões pode ser que a ficção científica seja muito complexa de ser compreendida e usada. Para um autor criar um universo de fantasia é mais simples, pois normalmente se lida com reinos e castelos, um sistema simples de castas e elementos mitológicos como dragões, elfos e magia. Devido a este gênero ser muito popular nos RPGs fica mais fácil trabalhar com este material. Para criar um universo sci-fi você não tem mitologia como base, apenas outras obras deste gênero. Você tem que fazer um exercício de imaginação e criar fatos e acontecimentos que moldem o futuro. Não é necessário se seguir uma lógica cientifica, afinal você esta fazendo uma obra de ficção, mas o mínimo de conhecimento sobre o espaço por exemplo já ajuda. É necessário pensar em um sistema de governo, no caso de colonias em outros planetas como este sistema organiza todas as colonias? No caso de vida extra-terrestre, como os governos interagem entre si? Qual o nível de tecnologia e ela é acessível a todas as pessoas ou só para uma elite? São muitas questões a serem pensadas e bem estruturadas para tornar seu universo convincente. Existem muitos clichês neste gênero como robôs e alienígenas, mas estes são assuntos para outro post.

Se analisarmos por um ponto de vista mais amplo, veremos que o gênero sci-fi é mais visual, por isso faz mais sucesso nos cinemas e coisas assim. Quando você lê um livro, você precisa imaginar todos os elementos descritos, e em mundos de fantasia-medieval você remete a memória a coisas que já viu em lendas e contos. No gênero sci-fi, muitas vezes a descrição é de uma coisa que você não tem ideia do que seja, ou de uma criatura que você não consegue ligar com nada que já viu, isto pode frear um leitor pois ele não vai se sentir imerso no universo do livro.

Existem diversos sub-gêneros na ficção cientifica, um dos mais populares é o Space-Opera . Este termo nasceu em 1941 para dar nome a um gênero cheio de clichês aventurescos. Hoje em dia este termos se refere a histórias com drama e ação entre os personagens em meio a cenários de super-ciência. A maioria das space-operas não respeitam a física com naves que superam a velocidade da luz, teletransporte e armas lasers. Existem muitas séries populares de obras deste sub-gênero como Star Wars, Star Trek e  Battlestar Galactica, ou mesmo animes como Cowboy BeBop.

Outro sub-gênero Ficção Cientica hard (ou FC Hard) que se caracteriza por possuir invenções e tecnologias fortemente detalhadas e precisas cientificamente. Normalmente os personagens são postos em segundo plano, dando enfase a o universo e seu acontecimentos. Os protagonistas são comumente cientistas, engenheiros, militares e astronautas, e a maneira como os avanços tecnológicos se dão na sociedade são fortemente trabalhados. Este gênero consiste em usar a tecnologia da época como base, e por isso quando lido apos esta época se torna um tanto incompleto (quantos autores poderiam imaginar a diferença que a internet faria na vida das pessoas?). Grande parte usavam teorias que hoje já foram desmentidas ou até hoje nunca comprovadas (a tese das múltiplas dimensões é algo que até hoje é usada com frequência). os livros de Isaac Asimov podem ser considerados obras de FC Hard e são essenciais para quem pretende se aventurar no mundo sci-fi.

Acredito que o gênero sci-fi ainda não ganhou destaque no Brasil porque não teve alguma obra que tenha gerado um grande BOOM! Talvez por a tecnologia estar evoluindo mais e mais a cada dia, este gênero acabe sendo mais assimilado com o passar dos tempos – pois a cada dia o nossa realidade tem se tornado mais e mais sci-fi.

Fontes:

Wikipédia – Ficção cientifica

Esquina do Escritor

Sci-Fi Brasil

SAGAS: O EXTERMINADOR DO FUTURO (PARTE 2/2)

Segunda parte do post sobre a luta entre a humanidade e a Skynet. Neste post vamos abranger o mais recente filme e tudo mais que saiu de Terminator fora do cinema (para ver a primeira parte, clique AQUI).

EXTERMINADOR DO FUTURO – A SALVAÇÃO

Após a surpresa (nem tão agradável) que foi o terceiro filme da série onde culminava com a cena do Dia do Julgamento, só havia um rumo para se seguir – O futuro. Deste modo foi anunciada uma nova trilogia para a franquia, porém desta vez seriam filmes após o início da guerra, mostrando a luta de John Connor e a Resistência contra as máquinas.

Apesar do diretor ser McG (o cara fez AS PANTERAS!!!) e os roteiristas serem os da bomba A MULHER-GATO, nomes como o de Christian Bale na produção (que estava em alta após Dark Knight) davam credibilidade ao filme – que ao meu ver ficou… bom.

Eu já fiz uma resenha AQUI sobre este filme na época de seu lançamento, mas farei uma analise mais profunda desta vez (pós ter olhado mais vezes). O filme mostra John Connor (Christian Bale) no ano de 2018 indo atrás de Kyle Reese (que viria a ser seu futuro pai no passado) e tendo que lidar com um misterioso homem que não tem memória. O fato de terem centrado o filme mais em Marcus Wright (Sam Worthington) do que no John Connor deixou a desejar, sem contar que o elenco do filme foi mal aproveitado pra burro, com personagens estereotipados e superficiais. As situações no filme se dão de maneira meio forçada, como o fato de Marcus conseguir a confiança de várias pessoas até mesmo após saberem que ele é uma máquina (dá-lhe carisma!). As cenas de ação são encher os olhos (o take do helicóptero no início é de cair o queixo), porém não possuem um elo de conexão decente entre si.

É triste ver como as máquinas são burras. Nenhum, NENHUM modelo de Terminator sabe matar um humano, pois ao invés de estourar o crânio ou dividir em dois, eles ficam arremessando as pessoas para lá e para cá (assim fica fácil ser da Resistência). O plano “genial” da Skynet era usar uma máquina com parte humana pra atrair Connor até a base da Skynet, mas ela conta para Marcus todo o plano após ele cumprir seu papel ao invés de descartá-lo – Claro que ele abraça seu lado humano e corre para salvar Connor.

A cada cinco minutos existe uma referencia aos filmes anteriores (o que até fica bacana) como as frases “Venha comigo se quiser viver”, “Eu voltarei”, Winchesters sendo engatilhadas com um braço, e por ai vai. O filme é divertido, mas vamos torcer que nos próximos dois que vierem eles consigam um roteiro mais coerente para entrelaçar as cenas de ação.

SÉRIE

No ano de 2008, a FOX lança Terminator – The Sarah Connor Chronicles. A premissa era continuar após o fim do segundo filme e mostrar o desenvolvimento de John Connor… Mas não acertaram muito a mão. Sarah e John Connor lutam para impedir o nascimento da Skynet junto com alguns aliados e Cameron, UMA ROBÔ ADOLESCENTE… Sim, uma robô adolescente que foi enviada para se passar por irmã de John e protegê-lo. Eles fogem de um agente que fica atrás de Sarah por achar que ela esta louca e tentam impedir que uma T-1001, infiltrada numa empresa de tecnologia, crie a CyberDyne (empresa que viria a criar a Skynet). A série era tão ruim que foi cancelada após duas temporadas.

QUADRINHOS

O bacana dos quadrinhos é que possibilita expandir muito mais o universo criado nos filmes sem que se tenha gastos exorbitantes de grana com a produção (infelizmente isso possibilita a chance de se fazer merda também…). Em 1988 a Now Comics produziu dezessete edições de uma revista baseada no filme, e depois duas mini-séries, sendo uma delas Terminator: Burning Earth, que foi o primeiro trabalho profissional de Alex Ross. A editora Dark Horse produziu muitas mini-séries de quadrinhos sobre a saga dos cabeças cromadas, entre elas diversos crossovers como Superman Vs. Exterminador, Robocop Vs. Exterminador do Futuro (escrita por Frank Miller) e a suruba Alien Vs. Predador Vs. Exterminador do Futuro.

Outros quadrinhos como Cybernetic Dawn e Nuclear Twilight (a primeira antes e a segunda depois do Julgamento Final) pela Malibu, três mini-séries lançadas pela Beckett Comics para promover o terceiro filme, Terminator: Infinity que saiu pela Dynamite Enter tainment (que também usou as máquinas em um crossover com uma personagem da editora chamada Pain Killer) e a IDW que lançou Terminator: Sand in the Gear, um prologo do quarto filme (que mostra uma cena do RJ devastado após o Julgamento Final).

GAMES

The Terminator, o jogo saiu em 1990 para DOS, em 1992 para NES e Game Gear, em 1993 para SNES e em 2003 para Celulares. O segundo filme deu origem ao jogo para Arcade, Game Boy, Game Gear, SNES, Pinball e até um jogo de xadrez para PC.

Terminator 3: War of the Machines saiu para PC, Terminator 3: Rise of the Machines saiu para PS2, XBOX, GBA e Pinball, e Terminator 3: Redemption saiu para PC, Game Cube, PS2 e XBOX. O último filme gerou um grande jogo em 2009 para Arcade, XBOX 360, PS3 e PC.

Terminator 2: The Arcade Game

Surgiram vários jogos não baseados diretamente nos filmes como Terminator 2029, Terminator: Rampage, Terminator: Future Shock, Terminator: Skynet, Terminator: Dawn of Fate , Terminator Revenge para PC e Terminator: I’m Back para celulares. Baseado no crossover dos quadrinhos, Robocop Vs. Terminator saiu para PC, Game Gear, Master System, SNES, Genesis, Game Boy, e em 2005 para PCs Robocop 2D: Robocop Vs. Terminator.

MÁQUINAS DE MATAR

No universo do filme, foram apresentados vários modelos de Exterminadores:

  • T-800/850/Modelo 101: Este é o mais famoso, cuja aparência com carne é a do Arnold Schwarzenegger. No primeiro filme, o robô enviado é o modelo 101, no segundo um t-800 padrão que havia sido capturado pela resistência e reprogramado e no terceiro filme o T-850 que apresentava novas funções  de evolução e aprendizagem (um detalhe que se nota é que quanto maior o número, mais velho parece o T-800…). Alias, foi este T-850 capturado e enviado para o passado que matou John Connor no futuro.
  • T-1: Seu nome completo é “T-1 Battlefield Robot”. Ele é um robô com rodas dentadas, armas no lugar de braços, e aparência pouco humanoide. Foi criado antes do Julgamento Final e era a mais avançada arma militar do exército dos EUA, criado pela CyberDyne.
  • T-70

    T-70, T-1000000: Estes dois robôs aparecem apenas na atração do parque temático da Univeral Studios na Flórida (Terminator 2 3-D). O primeiro é uma versão mais rústica de uma máquina humanoide, enquanto o último é uma aranha feita de metal líquido que serve de proteção para o CPU central da Skynet – A única forma de destruí-lo é destruindo o núcleo da Skynet.

  • T-600: Um robô humanoide de quase 3 metros de altura muitas vezes revestidos com pele sintética (que ao meu ver não serve de nada, afinal ele tem quase 3 metros e não engana ninguém!). Ele aparece tanto no seriado quanto no filme Terminator: Salvation.
  • T-888: Aparece no seriado, é mais avançado que o modelo do Schwaza, porém a sua função mais curiosa é que fica funcional mesmo com a cabeça longe do corpo. Isto é visto no seriado quando os protagonistas viajam no tempo e acabam levando a cabeça de um T-888 cujo o corpo que fica no passado, acéfalo,  se levanta e vai atrás da cabeça!
  • T-1000

    T-1000/1001: Este robô feito de metal líquido é até hoje o melhor vilão da franquia e um dos mais temidos do cinema. Através de suas habilidades de moldar seu corpo, ele pode assumir qualquer forma ou aparência, e transformar seus membros em lâminas letais. Robert Patrick conseguiu atuar de uma maneira fria como o papel pedia. T-1001 é a versão para o seriado que foi interpretada pela cantora Shirley Mason. Está robô protagoniza uma cena em que ela assume a forma de um mictório numa empresa que é de amargar.

  • T-X: A “Terminatrix”, construída para exterminar exterminadores, vilã do terceiro filme e… um fiasco. Ela possui endoesqueleto mecânico revestido de metal líquido, além de várias armas ocultas em seus braços e a capacidade de analisar DNAs com a língua(?). Os nano-robôs que compõem seu metal líquido podem entrar em mecanismos, permitindo que ela os controle a distância. Nem mesmo a atuação de Kristanna Loken conseguiu salvar a T-X.

Ao fim, Exterminador do Futuro foi uma franquia que soube usar do conceito homem versus máquina de maneira excelente. Acredito que ainda veremos mais coisas pela frente, e do jeito que anda o Google, quem sabe logo ele não muda o nome para Skynet e declara guerra aos humanos? 2012 está logo ai…

Fontes:

http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=19155

http://en.wikipedia.org/wiki/Terminator_%28franchise%29

http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-164-terminator-nerdcast-day/

SAGAS: O EXTERMINADOR DO FUTURO (PARTE 1/2)

Quando se pensa em filme de robôs, a primeira imagem que nos vem à mente é do nosso “Governator” Arnold Schwarzenegger na série Exterminador do Futuro. Ícone do cinema foi um divisor de águas com sua trama de viajem no tempo e seus efeitos visuais fantásticos, gerando uma série de quatro filmes e várias outras proles.

O primeiro Exterminador do Futuro (The Terminator) chegou aos cinemas no ano de 1984, e mostra o soldado Kyle Reese (Michael Biehn) que foi enviado de um futuro pós-apocalíptico onde os homens e as máquinas estão em guerra para o ano de 1984 a fim de impedir que um ciborgue (Schwarzenegger) enviado pelas máquinas para esta data mate Sarah Connor (Linda Hamilton), a mãe do futuro líder da resistência humana na guerra.

James Cameron levou a frente este filme, que possuía alguns efeitos stop-motion que provocam risos hoje em dia, mas que na época eram impressionantes. O orçamento foi apertado, e mesmo assim o filme conseguiu ser um marco na ficção-científica. Arnold estava na verdade cotado para ser Kyle Reese, e O. J. Simpsons chegou a ser cotado para o papel do exterminador. Segundo Cameron, ele queria que o ciborgue fosse um sujeito comum para passar despercebido pelos humanos – por sorte mudaram de ideia pois Schwaza queria o papel do exterminador, que teria mais destaque.

No ano de 1992 chega à sequência O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final (Terminator 2 – The Judgment Day). Este filme conseguiu superar o segundo, expandido mais da trama complexa que poderia ser arruinada, devido a isso conseguiu arrecadar 520 milhões no cinema – seu investimento foi de 102 milhões, 96 a mais que o primeiro, se tornando um dos filmes mais caros da época. Agora as máquinas enviam um robô avançado de metal líquido do modelo T-1000 (Robert Patrick) para assassinar o futuro líder da resistência humana John Connor, que é um adolescente. Os humanos enviam para impedir isso um T-800 idêntico ao que havia sido enviado no passado para assassinar a mãe de Connor, mas desta vez ele está reprogramado para proteger o garoto. O “Julgamento Final” do título se refere ao dia em que a Skynet (Inteligência Artificial líder das máquinas) bombardeia o planeta com bombas atômicas para destruir a humanidade. Neste filme a data fatídica seria 29 de Agosto de 1997.

Este filme levou a estatueta do Oscar de edição de som, mixagem de som, maquiagem e efeitos especiais, graças à tecnologia empregada nos efeitos do T-1000, que impressionam até os dias de hoje. O robô T-1000 quase foi feito pelo cantor Billy Idol, que (graças a Deus) ficou impossibilitado de fazer por um acidente de moto, dando papel ao ator Robert Patrick que fez um trabalho excelente. Em uma cena, T-1000 fica com a aparência igual a de Sarah Connor, e para poder ter duas Sarahs em cena, usaram a irmã gêmea de Linda (ela é sempre a que está mais longe da câmera na cena). Na trilha sonora havia a musica “You could be mine” da banda Gun’s Roses, que estava no auge do sucesso na época (até fizeram um vídeo clipe com a participação de Schwaza).

O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas (Terminator 3: The Rise of the Machines) foi lançado no ano de 2003,  e na minha opinião é o mais fraco dos filmes (mesmo rendendo 427 milhões e custado 175). Neste filme as máquinas enviam uma ciborgue mulher (?) do modelo T-X para eliminar John Connor e vários homens que viriam ser valiosos oponentes no futuro para as máquinas. Os humanos enviam um T-850 (sim, com a cara do “Governator”) para proteger John Connor e Katherine Brewster (quer viria a ser esposa de Connor no futuro).

Diferente do segundo filme para o primeiro que conseguiu surpreender a plateia, o terceiro filme foi mais do mesmo. A “Terminatrix” é infinitamente pior que o T-1000, sendo que é feita de metal comum com algumas armas embutidas nos braços e metal líquido revestindo o corpo. A única coisa interessante foi eles mostrarem que não importa as interferências feitas com as viagens no tempo, o futuro sempre vai acabar acontecendo da mesma maneira.

Na segunda parte deste post sobre a saga dos Exterminadores falarei sobre o quarto filme, o seriado, os jogos e todas as coisas que vieram da franquia. Como diria o T-800: “I’LL BE BACK!”

STEAMPUNK – FANTASIA A VAPOR

Sempre fui atraído por cenário de ficção-científica, dos mais diversos tipos, porém um deles sempre me foi curioso – o SteamPunk. Até então eu tinha apenas uma base sobre o tema, e mesmo assim o usei, porém decidi fazer uma pesquisa mais aprofundada e descobri coisas muito interessantes.

Steam Punk foi um subgênero de ficção-científica de passado futurista, onde as máquinas e engenhocas usam engrenagens e vapor como combustível (daí o “steam”).  Este termo nasceu no livro “The Difference Engine” de Bruce Sterling e William Gibson (este último, considerado o pai do subgênero CyberPunk). O cenário padrão para o mundo de ferro e vapor é a Era Vitoriana, época onde a humanidade dava os primeiros passos ao desenvolvimento da tecnologia, com invenções como a lâmpada, refrigeradores, telégrafos. Era o berço da revolução industrial, que mais tarde viria a causar um grande baque no mundo inteiro com máquinas substituindo homens nas grandes indústrias.

Existem muitas obras clássicas do gênero SteamPunk, como as do escritor Júlio Verne “20.000 léguas submarinas”, “Viagem ao Centro da Terra”, “Da Terra a Lua” e tantas outras. Outro grande exemplo é H. G. Whells com obras como “Guerra dos Mundos”, “A Máquina do Tempo” e “O Homem Invisível”. Ambos os escritores viveram na era Vitoriana, e logo seus contos usavam como base a ciência e tecnologia da época. Muitos contos de horror gótico como “Frankenstein” de Mary Sheely e “O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde” de Robert Louis Stevenson e até “Dracula” de Bram Stoker possuem influência do SteamPunk.

Hoje em dia, podemos encontrar este gênero em diversas mídias diferentes. Temos animes como “Fullmetal Alchemst” e “Escaflowne”, games como “Final Fantasy” e “Wild Arms”, quadrinhos como “A Liga Extraordinária” (esqueça o filme, por favor), livros como “Dinotopia” seriados antigos como “James West” (que deu origem ao filme com Will Smith “As Loucas Aventuras de James West” – a meu ver é um filme regular) e filmes como “O Grande Truque”, “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” e “Sherlock Holmes”.

No RPG temos muitos sistemas e suplementos inteiros baseados neste tema, “Castelo Falkenstein“ é um bom exemplo. “Magos – A Cruzada dos Feiticeiros” leva os jogadores de Storyteller a um mundo onde a magia é mais forte que dos dias de hoje e a tecnocracia da seus primeiros passos. Para D20 temos “Reinos de Ferro” com a fantástica “A Trilogia do Fogo das Bruxas”, e também o cenário “Eberron”.

No universo da minha revista, “Dragão Escarlate”, Existe uma área do Reino Mágico de Arkanum que foi amaldiçoada a ter a manipulação do mana (energia para magias) prejudicada par quem quer que fosse. Com o passar do tempo, os residentes destas terras começaram a desenvolver engenhocas e aparatos para poderem suprir suas necessidades sem o uso da magia direta. Ben Ankh, protagonista da história nasceu nestas terras.

Enfim, de uns tempos pra cá o gênero vem ganhando força a todo vapor (piadinha evidente). No Brasil existe até o “Conselho SteamPunk”, que reúne fãs deste gênero por todo o Brasil que chegam a se caracterizar com roupas e “engenhocas” (assim como os cosplayers). Creio que este termo que sempre esteve presente vai finalmente ganhar o destaque merecido, e alavancar como uma grande locomotiva a vapor, talvez se tornando a definição de fantasia da nova geração.

DISTRITO 9

Sabe quando algo te chama a atenção e você não da muita bola, acha que pode ser interessante mas quando conhece faz tua cabeça explodir? Bem, foi isso que aconteceu comigo ao ver o filme DISTRITO 9 hoje no cinema.

Comecei lendo em alguns sites sobre o filme, sabia que era produção de Peter Jackson (diretor da saga O SENHOR DOS ANÉIS), e que tratava de alieniegenas mas com um ponto de vista diferente dos filmes comuns… Até ai tudo bem. Logo comecei veio uma campanha de marketing genial com cartazes como este que posto aqui. Esa foto tirei perto de um shopping aqui em Porto Alegre. Gosto de divulgações que mexem diretamente com as pessoas. Então ontem assisti ao trailer e entrevista com produção do filme, foi a confirmação de que de fato o filme era mais que um simples filmeco de ficção científica.

Hoje fui com meus amigos e colegas de curso Daniel HDR e Rogério Souza ver o filme no cinema, e ficamos de boca aberta a cada cena. A trama do filme é narrada muitas vezes como documentário, a narrativa é inteligente e consegue pescar a atenção mesmo quando usa de clichês. O filme faz você sentir exatmente o que ele quer na hora que ele quer, sendo um rio de emoções e excitações. De fato é uma grande crítica social a humaidade, mostrando que de fato os seres humanos são muitas vezes piores que qualquer coisa neste mundo.

Na trama do filme, você acompanha um agente da MNU (espécie de ONU) que esta chefiando a locomoção de um grupo de aliens que vivem no Distrito 9 para um “local melhor”. A nave de aliens parou ali com todos eles doentes e definhando, e em pouyco tempo foi fechada por militares se tornando uma favela, e os aliens segregados. Neste cenário, você acaba vendo a face cruel dos humanos, e a transformação (literalmente) de uma pessoa quando se expõe a verdade.

Senti com este filme uma sensação boa que não sinto a muito tempo no cinema, uma sensação de impacto, de uma viagem profunda e extasiante. Apesar de ter cenas fortes, por estarem no contexto são aceitas, não parece coisa só para chocar ou chamar atenção – o filme tem seus méritos próprios para isso.

Enfim, é um filme independente ótimo e que apesar de excelente e original, dificilmente ganhará um oscar, mas tem potencial para se tornar um cult da boa ficção cientifica moderna. Com uma narrativa revolucionária para seu gênero, ótima trama e direção, dezenas de refências, DISTRITO 9 ainda vai dar muito o que falar.

TRANSFORMERS: A VINGANÇA DOS DERROTADOS

Na ultima sexta fui assistir a aguardado sequência do filme TRANSFORMERS. Estava muito empolgado para ver este filme, porém no decorrer deste ano fui decepcionado muitas vezes pela tela grande em filme que eu tinha uma enorme expectativa… Porém este foi um que se sobressaiu.

Quando fui assistir ao primeiro filme da série tranformers, fiquei de boca aberta. Os efeitos eram magníficos, apesar de ser uma trama esfarrapada pra por um monte de robôs se quebrando, era divertido. A subtrama adolescente do protagonista, seu primeiro carro, a namorada, ficaram bem encaixados na trama (sem falar que neste filme conheci a nossa adorada Megan Fox…).

Queria muito ver esta continuação, e no fim a trama acaba sendo uma desculpa para ver robôs se quebrando com explosões em volta. Afinal, é um filme de Robôs gigantes, o que mais pode se esperar não é? Tecnicamente o filme é um mais do mesmo, mas como o anterior foi bom, então se segue um bom filme ;)

A promessa de uma continuação esta viva, agora é esperar pra ver mais robôs, mais explosões e mais Megan Fox :D

Ben-vindo ao futuro…

A cada dia a tecnologia avança numa velocidade surpriendente. Antigamente ficavamos sonhando com o futuro e as coisas maravilhosas que iriam surgir, mas hoje em dia é como se nossos sonhos de ficção cientifica estivessem se tornando realidade.
hà uns 20 anos, ninguém acreditaria que todos teriam acesso a uma tecnologia que encurtaria as distâncias físicas, iria expandir idéias e pensamentos de forma instantânea. A internet hoje é fato, e quem não sabe usá-la é praticamente um analfabeto.
Hoje temos celulares que além de realizar ligações, podem fazer muito além do que imaginamos (e as vezes até do que precisamos). Através de aparelhos portáteis, podemos usufluir de funções que antes seria necessário um aparelho específico para cada uma (e grande parte deles nem portátil seria).
Cada vez mais máquinas próximas de coisas que vimos em seriados SCI-FI vão aparencendo nos laboratórios de tecnologia. Vi recentemente que até robôs projetados para guerra estão sendo construídos (vixe… Logo teremos a rebelião das máquinas…).

Enfim, o futuro é hoje, cada vez mais invade nossas vidas – só acho ruim a “dependência” que a tecnologia gera em nossas vidas (ou você não fica de cara quando falta luz?).